Itabaiana · terça-feira · 22 de setembro de 2026
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Nenhuma mulher entre 20 e 24 anos morreu de câncer de colo do útero na Inglaterra entre 2020 e 2024. Estudo na The Lancet comprova que a vacina salvou 200 vidas desde sua introdução no país.

Um novo estudo mostrou que a vacina contra o HPV conseguiu praticamente eliminar as mortes de jovens até 30 anos por câncer de colo do útero na Inglaterra. A pesquisa, divulgada na revista científica The Lancet, revelou que, pela primeira vez, nenhuma mulher entre 20 e 24 anos morreu de câncer de colo do útero na Inglaterra entre os anos de 2020 e 2024.

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Desde a introdução da vacina no país, cerca de 200 mortes foram evitadas. Os resultados são animadores para médicos e pesquisadores, pois comprovam que a vacina não só previne o câncer, mas também salva vidas de forma concreta.

No Brasil, a vacinação gratuita contra o HPV começou em 2014, quando a vacina quadrivalente foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação, destinada a meninas de 11 a 13 anos. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o esquema vacinal para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, de ambos os sexos.

A vacinação na Inglaterra começou seis anos antes, em 2008, para meninas de 12 e 13 anos, e foi ampliada para meninos em 2019. Hoje, aproximadamente 90% das adolescentes inglesas recebem a vacina nessa faixa etária. Entre 2015 e 2019, as mortes por câncer de colo do útero entre mulheres jovens já haviam diminuído em 80%. Agora, esses números chegaram a praticamente zero.

“Sabemos que a vacina contra o HPV é extremamente eficaz para conter o câncer de colo do útero antes que se desenvolva e, pela primeira vez, esses resultados mostram que ela salva vidas”, afirmou Michelle Mitchell, diretora-geral do Cancer Research UK.

Embora a vacinação tenha avançado, os médicos enfatizam que os exames preventivos continuam sendo essenciais. A vacina protege contra cerca de 90% das infecções que causam o câncer, mas o acompanhamento médico é indispensável para o diagnóstico precoce.

Na Inglaterra, o câncer de colo do útero ainda resulta em aproximadamente 685 mortes por ano, segundo o sistema público de saúde britânico. Porém, os novos resultados da pesquisa renovam a esperança de que a doença possa, um dia, ser quase eliminada entre as novas gerações. Essa conquista da ciência está mudando vidas e salvando muitas delas.

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