Itabaiana · terça-feira · 15 de setembro de 2026
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A partir dos 40 anos, manter o cartão em dia é fundamental para prevenir infecções e complicações. Especialistas lembram reforços de tétano a cada 10 anos e esquema da hepatite B quando necessário.

A vacinação não deve ser lembrada apenas na infância. Para mulheres acima dos 40 anos, manter o calendário vacinal atualizado é uma medida importante de prevenção, especialmente diante do envelhecimento populacional e do aumento do risco de doenças infecciosas e de complicações associadas. O alerta é da Dra. Cecilia Maria Roteli Martins, ginecologista e membro da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da FEBRASGO.

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Vacinas recomendadas para mulheres a partir dos 40 anos

  • Tétano: reforço a cada 10 anos.
  • Hepatite B: iniciar ou completar o esquema quando não houver registro ou se a mulher não souber se foi vacinada.
  • Tríplice viral: conforme histórico vacinal e indicação médica.
  • Influenza: dose anual.
  • Dengue: indicada até os 59 anos; a vacina da dengue inativada produzida pelo Butantã, que estava sendo administrada para profissionais de saúde, foi descontinuada temporariamente de acordo com anúncio do Ministério da Saúde em 08/06/2026.

Cuidados a partir dos 60 anos

  • Influenza: anual.
  • Reforços contra tétano e difteria: conforme calendário.
  • Pneumocócicas: indicadas para prevenção de pneumonia.
  • Herpes-zóster: incluída no calendário para reduzir risco de zóster e suas complicações.

Na mulher 40 mais, incluindo a idosa, temos todas essas vacinas como parte de uma estratégia importante de prevenção

Vacinação durante a gestação (incluindo gestantes a partir dos 40 anos)

  • Coqueluche: aplicar em cada gestação, a partir de 20 semanas.
  • Influenza: aplicar durante a gestação, independentemente da idade gestacional.
  • Covid-19: pelo menos uma dose a cada seis meses, considerando a gestante como grupo de risco.
  • Hepatite B: iniciar ou completar esquema quando a gestante não souber se foi vacinada.
  • Vírus sincicial respiratório (VSR): vacina indicada para reduzir risco de bronquiolite no bebê.

Essas vacinas da gestante, seja ela antes ou depois dos 40 anos, visam proteger a mãe e favorecer a transferência de anticorpos para o bebê

Barreiras e papel do ginecologista

Uma das principais barreiras na vacinação de mulheres adultas é a baixa percepção de risco. A médica ressalta que muitas mulheres levam os filhos para vacinar, mas nem sempre percebem que também precisam atualizar suas próprias vacinas. Outros obstáculos que interferem na adesão incluem dificuldade de acesso a serviços preparados para vacinação de adultos, ausência de registros vacinais, consultas médicas rápidas que deixam pouco tempo para revisão do calendário e, em alguns casos, o custo das vacinas.

Na população adulta e idosa, algumas vacinas, como zóster e a do vírus sincicial respiratório para adultos, ainda não estão disponíveis no serviço público, o que pode representar custo adicional e contribuir para a hesitação vacinal.

A mulher adulta não tem a mesma noção de risco que costuma ter em relação a uma criança. Ela leva os filhos para vacinar, mas nem sempre percebe que também precisa ser vacinada

Para a FEBRASGO, o ginecologista ocupa posição estratégica na atualização vacinal das mulheres, já que muitas vezes é o médico que acompanha a paciente de forma mais regular ao longo da vida. Por isso, a orientação é reservar um tempo no início da consulta para revisar o calendário vacinal.

O ginecologista é o clínico da mulher. Por isso, temos a obrigação de reservar um tempo no início da consulta para atualizar o calendário vacinal dessa paciente

A vacinação de adultos não protege apenas contra infecções agudas. Doenças como influenza, herpes-zóster, covid-19 e infecção por vírus sincicial respiratório também podem estar associadas a risco aumentado de eventos cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. A recomendação é que a mulher acima dos 40 anos converse com seu ginecologista sobre seu histórico vacinal e leve, sempre que possível, a carteira de vacinação para a consulta. Quando o registro não existe ou está incompleto, o médico pode avaliar a necessidade de atualização.

A vacinação faz parte do cuidado integral da mulher. A consulta ginecológica deve ser uma oportunidade para prevenir infecções, reduzir riscos e promover um envelhecimento mais saudável.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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