O presidente dos EUA, Donald Trump, embarcou na madrugada desta terça-feira (7) com destino a Ancara, na Turquia, onde irá participar da Cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que está programada para os dias 7 e 8 de julho.
A expectativa do governo americano é que durante esta cúpula, os líderes da aliança discutam assuntos relevantes como o aumento dos gastos com defesa, a guerra entre Rússia e Ucrânia e a segurança no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Uma autoridade sênior dos EUA revelou que Washington espera que os aliados debatem maneiras de fortalecer a segurança marítima na região, embora reconheçam que muitos países da Otan não possuem os recursos necessários para oferecer uma contribuição significativa.
Antes da viagem, Trump comentou que uma solução para a guerra na Ucrânia está “mais próxima do que as pessoas imaginam” e afirmou que o conflito será um dos tópicos abordados durante a cúpula.
A Casa Branca informou que o presidente americano deve realizar reuniões bilaterais com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e com o presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, durante o encontro.
Essa viagem acontece em um contexto de provocações de Trump contra a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Às vésperas da cúpula, o presidente americano publicou uma imagem da premiê em suas redes sociais, acompanhada da legenda “NECESSÁRIA UMA MEDIDA PROTETIVA”, reacendendo um desentendimento que teve início após o G7 realizado na França no mês anterior.
Questionado sobre a publicação, o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, minimizou o episódio e enfatizou que o mais importante é manter a relação entre os dois países. Por outro lado, membros da oposição italiana criticaram a atitude de Trump.
A cúpula reunirá os líderes dos países-membros da Otan em um momento de alta tensão internacional, que é marcado pela continuidade da guerra na Ucrânia e pelos desdobramentos do recente conflito entre Estados Unidos e Irã.
