O GAESF/MPRJ (Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Hidra de Lerna. O objetivo é investigar possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais no INEA (Instituto Estadual do Ambiente) e na CECA (Comissão Estadual de Controle Ambiental).
Por decisão da Justiça, o presidente da CECA, Maurício Couto Cesar Junior, foi afastado cautelarmente do cargo. Os agentes da CSI/MPRJ (Coordenadoria de Segurança e Inteligência) estão cumprindo mandados de busca e apreensão contra ele e outros investigados, como o ex-presidente do INEA, Renato Jordão Bussiere, e o ex-vice-presidente da autarquia, José Dias da Silva.
As diligências estão sendo realizadas em diversos locais, incluindo endereços no condomínio Península, na Barra da Tijuca, e em áreas como Lagoa, Laranjeiras, Freguesia, Niterói e São Pedro da Aldeia. Em Maricá, os agentes também cumpriram um mandado de busca na residência de José Dias da Silva, que foi exonerado do INEA durante a gestão do governador em exercício, Ricardo Couto.
De acordo com o MPRJ, a investigação está centrada na suposta concessão de licenças e autorizações ambientais que ocorreram em desacordo com pareceres técnicos, exigências legais e procedimentos administrativos entre 2024 e 2025. Os indícios apontam que decisões tomadas nesse período podem ter favorecido empreendimentos de alto impacto ambiental, incluindo a emissão de licenças de instalação e operação, além da dispensa de estudos de impacto ambiental, mesmo com manifestações técnicas contrárias.
A Justiça também autorizou a quebra do sigilo de aparelhos eletrônicos dos investigados e determinou que Maurício Couto Cesar Junior não pode acessar as dependências do INEA e da CECA, nem manter contato com servidores enquanto durar o afastamento cautelar.
