Itabaiana · terça-feira · 15 de setembro de 2026
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O clube está sem patrocinador master desde o fim do último contrato, no início de 2025. O presidente Cristiano Dresch afirma que houve propostas do setor, mas optou por não associar a marca às 'bets'.

Cuiabá, MT — O Cuiabá segue sem um patrocinador máster na parte frontal da camisa. Segundo o presidente Cristiano Dresch, uma das razões é a escolha do clube de não trabalhar com empresas de apostas esportivas. O espaço está disponível desde o fim do último contrato, encerrado no início de 2025.

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De acordo com o dirigente, o clube já recebeu propostas e tratativas envolvendo o segmento, mas optou por manter a postura de não associar a marca do clube às chamadas bets. Dresch também afirmou que antigos patrocinadores chegaram a condicionar acordos ao compromisso de que o Cuiabá não firmasse contratos com empresas desse setor.

“Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias. Nossos patrocinadores lá atrás já nos exigiram que a gente não firmasse contrato com as bets. Tomamos uma decisão acertada”

Sem ocupar de forma fixa o principal espaço comercial da camisa, o clube tem adotado ações pontuais. No duelo diante do Goiás, pela Série B, o uniforme estampou a mensagem “Movido a Etanol”, em uma iniciativa voltada à divulgação de um dos principais produtos de Mato Grosso. A estratégia também integra a tentativa do clube de estreitar laços com o agronegócio, setor de grande importância econômica no estado.

“Estamos desenvolvendo uma campanha de divulgação de um dos maiores produtos que a gente faz aqui no Mato Grosso, que é o etanol. A gente está buscando uma aproximação com o segmento do agro”

Sobre a gestão financeira, o presidente detalhou a política econômica adotada pelo clube. Segundo ele, a temporada começou com uma folha salarial de aproximadamente R$ 500 mil, dentro de um planejamento que busca equilibrar receitas e despesas. Dresch destacou que o Cuiabá conta atualmente com recursos vindos de direitos de transmissão, patrocínios e, principalmente, negociações de jogadores.

“Os patrocínios atuais do Cuiabá não são valores baixos, são valores importantes dentro do nosso orçamento. O Cuiabá consegue se manter com as receitas, que são a televisão, os patrocínios da camisa e a venda de atletas. Este ano devemos encerrar com R$ 30 milhões no caixa de jogadores que nós vendemos. Então, esse orçamento a gente consegue fechar a conta”

Apesar do controle das despesas, o clube ainda precisa administrar compromissos financeiros herdados do período em que disputava a Série A. Entre as pendências está a dívida com o técnico português Petit, que comandou o clube em 2024 e resultou em um transfer ban imposto pela Fifa. O bloqueio impede o registro de novos jogadores enquanto a obrigação não for regularizada.

“O nosso problema ainda são algumas heranças que a gente está pagando desde a Série A. Esse caso do Petit é uma herança da Série A. Temos alguns jogadores ainda que têm algumas parcelas da Série A que a gente está pagando”

Agenda: o Cuiabá volta a campo neste sábado (29), quando enfrenta o Botafogo-SP, às 18h30, na Arena Nicnet, em Ribeirão Preto, pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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