Flamengo assumiu a liderança do Brasileirão após vitória por 1 a 0 sobre o Remo. Enquanto isso, o Palmeiras empatou com o Botafogo e vê suas chances de título caírem após sequência irregular.
Novo líder do Brasileirão, o Flamengo passa a ter 69% de chances de ser campeão do Campeonato Brasileiro, abrindo sobre o Palmeiras a maior diferença entre os potenciais de título desde antes da Copa do Mundo. O Rubro-Negro derrotou fora de casa o Remo por 1 a 0 e, em seguida, o Palmeiras empatou como visitante com o Botafogo em 0 a 0, o que fez a diferença dos potenciais crescer para 41 pontos percentuais.
O Palmeiras só venceu dois dos últimos seis jogos pelo Brasileirão (2 V, 2 E, 2 D), e suas chances de título diminuíram de 36,48% para 28,31%. Ao final de julho, o potencial do Palmeiras era 28 pontos percentuais maior do que o do Flamengo (59,52% contra 31,57%), a maior diferença antes desta rodada, segundo o infográfico que acompanha as análises.
Resultados recentes
- Remo 0 x 1 Flamengo — 26ª rodada, Brasileirão 2026.
- Botafogo 0 x 0 Palmeiras — 26ª rodada, Brasileirão 2026.
- Cruzeiro 3 x 1 Athletico-PR — resultado que deixou o Athletico-PR com apenas 1,65% de chance de título.
- Fluminense 1 x 0 Vasco — 26ª rodada; o Tricolor passou de 62% para 71% de chance de disputar a Libertadores do ano que vem.
- Bragantino 2 x 3 Bahia — vitória do Bahia que elevou suas chances de Libertadores de 40% para 55%.
A rodada ainda tem Vitória x Grêmio a ser disputado nesta segunda-feira, às 20h. Após essa partida, será publicada a atualização das chances das equipes permanecerem na Série A em 2027.
Chances de título no Brasileirão após a 26ª rodada
As probabilidades são calculadas por modelos estatísticos aplicados sobre microdados coletados desde 2013. As estimativas traduzem a produtividade ofensiva e defensiva das equipes na métrica de expectativa de gol (xG) e são atualizadas rodada a rodada, levando em conta a inversão de mandos no returno e os confrontos ainda por disputar.
Metodologia
As chances são determinadas por modelo de Gols Esperados (xG) com parâmetros extraídos de milhares de partidas. Foram mencionados dois conjuntos de referências: análises baseadas em 5.194 jogos e, em outra seção metodológica, em 5.154 jogos do Campeonato Brasileiro desde 2013.
- 1) Distância e ângulo da finalização em relação ao gol.
- 2) Se a finalização foi cara a cara com o goleiro.
- 3) Se a finalização foi feita sem a presença do goleiro.
- 4) Parte do corpo utilizada para concluir.
- 5) Se a finalização foi de primeira, ajeitada ou carregada; perna boa ou ruim do jogador.
- 6) Origem do lance (pênalti, escanteio, cruzamento, falta direta, roubada de bola, lateral, etc.).
- 7) Se a assistência foi feita de dentro da área.
- 8) Posição em que o atleta joga.
- 9) Indicadores de força do chute.
- 10) Valor de mercado das equipes em cada temporada (dados do Transfermarkt como proxy de qualidade do elenco).
- 11) Tempo de jogo no momento da finalização.
- 12) Idade do jogador.
- 13) Altura do goleiro em jogadas originadas de bolas aéreas.
- 14) Diferença no placar no momento de cada finalização.
Cada finalização recebe um valor de expectativa de gol (xG) que é somado ao longo da partida. O modelo empregado segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada para estimar os gols de cada equipe em um jogo. Para projetar as chances de colocação final no campeonato é aplicado o método de Monte Carlo: para cada jogo ainda não disputado, são realizadas 10.000 simulações.
Essas técnicas explicam por que os potenciais futuros nem sempre acompanham exatamente as posições atuais na tabela: confrontos futuros, inversão de mandos e variação de desempenho influenciam as probabilidades além dos resultados já conhecidos.

