Itabaiana · quarta-feira · 08 de julho de 2026
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A Coca-Cola, o eBay e a Tesla se manifestaram contra a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Essa medida foi anunciada em junho e se baseia na Seção 301, que permite a imposição de tarifas coercitivas quando há alegações de práticas comerciais prejudiciais.

O USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) abriu um espaço em seu portal para receber comentários sobre a proposta, cujo prazo para envio terminou em 1º de julho. As empresas que se opõem a essa tarifa alertam que a medida pode causar impactos negativos nas cadeias de produção, além de afetar também os consumidores americanos.

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“A substituição de fornecedores não ocorre de forma imediata”, afirma a Coca-Cola.

A Coca-Cola destacou que, se os produtos importados do Brasil forem eliminados, a indústria precisará buscar fornecedores alternativos, o que pode resultar em aumento de custos e a necessidade de rever diversos procedimentos, incluindo a segurança alimentar e testes de produtos.

Além disso, a empresa argumentou que a produção de insumos cítricos pelos agricultores americanos tem enfrentado desafios, como doenças e variações climáticas, o que torna difícil a substituição imediata dos insumos brasileiros.

“Dessa forma, não se pode presumir que a produção doméstica seja capaz de substituir o fornecimento qualificado proveniente do Brasil dentro de prazos comercialmente viáveis”, afirmou a Coca-Cola.

A empresa também mencionou a significativa queda na produção de laranjas na Flórida, que passou de 242 milhões de caixas na safra de 2003/2004 para apenas 12 milhões na safra de 2025/2026. Essa diminuição reforça a importância dos insumos brasileiros para o abastecimento do mercado americano.

A Tesla, por sua vez, manifestou apoio a medidas que promovam a reindustrialização dos EUA, mas alertou que a transição levará tempo e que a dependência de insumos internacionais, incluindo os do Brasil, ainda é necessária para manter a competitividade.

“Uma medida tarifária que deixe de considerar o ritmo da diversificação das cadeias de suprimento corre o risco de causar impactos significativos para a indústria e os consumidores dos Estados Unidos”, disse a Tesla.

O eBay, um dos maiores sites de comércio eletrônico, também se posicionou contra a tarifa, sugerindo que produtos de segunda mão, usados e seminovos sejam isentos. A empresa argumentou que essa tarifa não atinge os fabricantes, mas sim penaliza a revenda, prejudicando o mercado de revendedores que não têm ligação com a produção original dos bens.

Essas manifestações de grandes empresas refletem a preocupação com os impactos que a tarifa pode ter sobre as relações comerciais entre os EUA e o Brasil, além de seus efeitos nas cadeias de suprimento e nos consumidores.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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