A Ypê ampliou seu programa de troca após decisão parcial da Anvisa. Consumidores com produtos fabricados até março de 2026 podem acionar o SAC para reembolso ou troca.
A Ypê anunciou, nesta quinta-feira (18), uma ampliação no programa de troca e reembolso de produtos após a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que liberou parcialmente alguns itens da marca. Os consumidores que possuem produtos fabricados até o dia 31 de março de 2026 devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) para efetuar a troca ou solicitar o reembolso.
É importante que os consumidores verifiquem o lote do produto no momento do contato, garantindo assim que o item se enquadre na política de troca da empresa. No comunicado oficial, a Anvisa autorizou a comercialização e uso apenas dos detergentes e desinfetantes produzidos em março deste ano, com lotes que têm o número final um.
“Os consumidores ainda precisam aguardar a autorização da Anvisa para retomar o uso e comercialização dos itens citados”, destacou a Ypê em seu comunicado.
A empresa disponibiliza os seguintes canais para atendimento: 0800 002 6071, com atendimento 24 horas; 0800 278 0024, de segunda a domingo, das 9h às 18h; e 0800 130 0544, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
A crise envolvendo a Ypê teve início no dia 7 de maio, quando a Anvisa suspendeu mais de 100 lotes de produtos, incluindo lava-louças e desinfetantes, devido a irregularidades detectadas durante uma fiscalização. Essa inspeção apontou riscos de contaminação microbiológica, levando a Anvisa a tomar medidas rigorosas.
Em novembro de 2025, a fábrica já havia registrado contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, resultando no recolhimento de produtos da linha de lava-roupas. Além disso, a Unilever, concorrente da Ypê, fez denúncias à Anvisa e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) em outubro de 2025, alegando a presença da mesma bactéria em produtos da linha Tixan Ypê.
No dia 8 de maio, a Ypê apresentou um recurso administrativo que suspendeu temporariamente as punições da Anvisa até o julgamento final. A empresa argumentou que possui laudos que garantem a segurança dos produtos e que está colaborando com a agência reguladora, tendo apresentado mais de 230 ações corretivas.
Por fim, no dia 29 de maio, a Anvisa autorizou a retomada das atividades na fábrica de Amparo, em São Paulo, permitindo a comercialização de lava-roupas, lava-louças e desinfetantes fabricados após 1º de abril de 2026, desde que atendam às condições de segurança sanitária.
