Em duelo de 180 minutos, o Vasco eliminou o Vitória e chegou às semifinais pelo 3º ano seguido. Com Pedro Emanuel, o time suportou quase 90 minutos com um a menos e reacendeu a esperança de título em 2026.
O Vasco despachou o Vitória com autoridade e chegou às semifinais da Copa do Brasil pelo terceiro ano consecutivo. Um confronto de 180 minutos evidenciou, mais uma vez, uma equipe organizada sob o comando de Pedro Emanuel e alimentou a esperança de que 2026 possa amenizar as marcas da temporada anterior e culminar com o título da competição.
No confronto decisivo, o time vascaíno suportou quase 90 minutos com um jogador a menos e ainda assim se sobressaiu em São Januário. A equipe se mostrou organizada para conter a pressão adversária, conseguiu ajustar estratégias e voltou a ser superior no Barradão — estádio que havia sido o trunfo do Vitória em fases anteriores da Copa do Brasil.
O jogo começou com marcação em bloco mais baixo do Vasco, o que trouxe dificuldades iniciais. O Vitória explorou cruzamentos e ganhou espaço a partir do alto volume de faltas para alçar bolas na área rival. Apesar das tentativas do time mandante, alguns erros técnicos impediram conclusões mais perigosas, embora a proximidade das ações junto ao gol de Léo Jardim gerasse preocupação.
Após esse período inicial, Pedro Emanuel promoveu mudanças táticas. A equipe passou a subir a linha de marcação e a procurar saídas com passes mais longos. Quando as disputas não eram vencidas, houve maior pressão no campo ofensivo para recuperar a bola rapidamente. Sosa foi pilar para a nova estratégia: o volante recuava e quase formava uma linha de três com Cuesta e Robert Renan, controlando a distância entre as linhas do Vasco. Foi a melhor partida do reforço argentino, fundamental em interceptações e desarmes.
Os movimentos do volante permitiram avanços de Puma Rodríguez e Lucas Piton, enquanto Andrés Gómez e Adson se deslocavam para o meio para impedir infiltrações do Vitória. No primeiro tempo, o Vasco levou mais perigo: Spinelli teve duas cabeçadas claras, uma delas na trave direita, e Ramon Rique também acertou a trave.
No segundo tempo, com a vantagem do placar construída no jogo anterior e o clima de apreensão no estádio, o Vasco assumiu maior controle e explorou transições. Andrés Gómez arrancou do campo de defesa, driblou Luan Cândido e fez um gol semelhante ao do primeiro jogo para abrir o placar. Nos acréscimos, Puma apareceu na frente, tabelou com Colidio e bateu cruzado no canto direito de Arcanjo para selar a classificação.
Com a vitória, o clube alcançou a terceira semifinal consecutiva da Copa do Brasil. Faltavam três jogos para um possível título que havia escapado do torcedor em 2025. O próximo adversário seria o Palmeiras, apontado como o mais difícil do triênio.
“Temos um adversário muito difícil, provavelmente a equipe que mais ganhou títulos nos últimos anos no Brasil. Mas a equipe já demonstrou que não existem jogos impossíveis, e sonhar faz parte da vida. Vamos tentar fazê-lo.”
O dilema para o restante da temporada aumentou. O Vasco, classificado às semifinais da Copa do Brasil e às quartas da Copa Sul-Americana, continuava em luta dura contra a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A diretoria e a comissão técnica deixaram público que a prioridade era sair da situação incômoda no Brasileiro, mas a possibilidade de título continuava viva, desde que o grupo mantivesse fôlego para administrar as três frentes.
“No Brasileiro está nos faltando uma estabilidade emocional quando algumas coisas não acontecem quando queremos. O grupo tem mostrado que está junto, está forte, está competitivo, e está preparado para todas as lutas. Principalmente no Brasileiro, que queremos sair daquela zona perigosa onde ninguém quer estar.”
O trabalho de Pedro Emanuel e o crescimento do rendimento do time ofereceram motivos para que a torcida mantivesse a crença de que a temporada ainda poderia terminar com um título importante.

