Itabaiana · domingo · 18 de outubro de 2026
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O longa estreia nesta quinta (15) e abraça a galhofa dos games, homenageando a era dos fliperamas com personagens, trilha e clima de 1993. Kitao Sakurai entrega ação, nostalgia e bom humor.

Street Fighter estreia nos cinemas nesta quinta-feira (15) e traz consigo muitas expectativas. É a terceira tentativa da Capcom de emplacar a franquia nas telonas, depois de dois fracassos históricos, um nos anos 1990 e outro no fim dos anos 2000. Desta vez, o desafio ficou com Kitao Sakurai (Twisted Metal e The Passage), que decidiu desde o início abraçar a galhofa presente nos games.

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Ambientado em 1993, o longa busca homenagear o sucesso de Street Fighter II com personagens, temas musicais e referências à geração que lotava fliperamas. Na prática, esse objetivo é cumprido: a adaptação consegue trazer a melhor representação da franquia já vista nos cinemas, ainda que sofra com as expectativas de quem esperava algo diferente.

O enredo amarra o cânone de SF2. Após a vitória de Ryu no primeiro torneio de artes marciais, ele se isola, deixando Ken Masters “sozinho” no mundo. A morte do mestre Gouken marca os dois e os separa. Enquanto isso, M. Bison planeja organizar a segunda edição do campeonato icônico para absorver os poderes de Ryu. Na cola de Bison está Chun-li, uma agente disfarçada da Interpol que busca vingar a morte do pai.

As atuações de Noah Centineo (Para Todos os Garotos que Já Amei; O Encontro Perfeito), Andrew Koji (Warrior; Trem-Bala) e Callina Liang (Presença; Gênios da Trapaça) são destaques. Cada um representa bem Ken, Ryu e Chun-li, respectivamente. Centineo convence como o jovem playboy que guarda rancor, Koji traz peso e experiência ao Ryu e Liang revela camadas da lutadora, da sensualidade à sede de vingança.

“Não é segredo para ninguém que muitos irão ao cinema para ver Liang (que já foi muito exposta em trailers), mas ela se torna uma força grandiosa pelo seu mérito na atuação”

Diego Corumba

Andrew Schulz também se destaca como Dan Hibiki, oferecendo carisma e um alívio cômico bem-vindo. Fora das atuações, as coreografias respeitam movimentos clássicos sem cair no brega, e os efeitos especiais cumprem seu papel, embora haja a sensação de que poderiam receber um investimento mais generoso.

O grande diferencial do filme está no enredo. A Capcom já havia tentado adaptar a marca duas vezes; só na terceira tentativa houve um acerto — justamente ao não ignorar as inconsistências e o bom humor que definem a saga nos videogames. A construção envolvendo M. Bison, Akuma e o lado sombrio de Ryu funciona como motor da história e dá sentido às motivações dos personagens.

“Enquanto não há espaço para nuances nos jogos, o filme faz esse papel muito bem e traz várias camadas sobre personagens tão emblemáticos”

Diego Corumba

Apesar de M. Bison (David Dastmalchian) ser apresentado sem tantas nuances, fica claro que sua ambição por poder pode render explorações maiores em outras mídias. O conflito entre Akuma e Gouken, o treinamento dos heróis e o novo torneio servem como palco para desenvolver personagens que, até então, eram mais superficiais nos jogos. Street Fighter acerta ao equilibrar humor, ação e alguma profundidade emocional, oferecendo uma experiência prazerosa para fãs e espectadores em busca de entretenimento na tela grande.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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