Sim. Sensores e câmeras do sistema conseguem ler tag ou placa mesmo acima do limite. A precisão varia com qualidade do equipamento, velocidade e clima; em casos extremos a leitura pode falhar.
Uma pergunta enviada por Rafael Gonçalves, de São Paulo (SP), reúne dúvidas comuns sobre os pedágios do tipo free flow: o sistema identifica a tag ou a placa do veículo mesmo quando o motorista passa acima do limite de velocidade? A resposta envolve como funciona a leitura e a cobrança nesses pórticos que permitem passagem direta, sem a necessidade de parar em cabines ou reduzir a velocidade para 40 km/h, como acontece nas praças de pedágio para os veículos com tags de cobrança automática. A implementação do free flow é recente e ainda gera questionamentos entre os motoristas.
“Mesmo que o limite da via seja 120 km/h e alguém passe a 140 km/h ou 150 km/h, o pedágio é capaz de fazer o registro da cobrança”
Essa afirmação vem de Jader Miguel Marques, especialista de comunicação da Motiva (antes, Grupo CCR). Segundo ele, o sistema free flow realiza a leitura necessária para cobrar o pedágio em qualquer velocidade, tanto de quem circula com tag quanto de quem passa sem dispositivo. Em outras palavras, a passagem em velocidades superiores ao limite da via não impede o registro da passagem para fins de cobrança.
Além da leitura de tags e do reconhecimento das placas, os pórticos do free flow são equipados com sensores e câmeras infravermelhas. Esses equipamentos têm capacidade de identificar o tipo de veículo, o que permite ao sistema classificar a categoria do automóvel — por exemplo, pelo tipo de carroceria — e efetuar a cobrança conforme a classificação aplicável ao veículo.
Uma preocupação frequente entre motoristas é se esses pórticos também funcionam como radares de fiscalização de velocidade. Nesse ponto, é importante destacar que os pórticos não funcionam como radares. Isso significa que, conforme explicado, a finalidade dos equipamentos instalados nos pórticos é a identificação para cobrança e classificação do veículo, e não a aplicação direta de multas por excesso de velocidade com os mesmos sensores usados para tarifação.
O free flow busca agilizar o trânsito nas praças de pedágio e reduzir a necessidade de paradas, mas a adoção ampla do sistema é recente e continua gerando dúvidas práticas. Motoristas que utilizam essas vias devem manter atenção à sinalização e aos limites de velocidade das rodovias, lembrando que a existência do sistema de cobrança automática não altera as regras de trânsito vigentes nem a responsabilidade dos condutores em respeitá-las.
