A derrota por 2 a 0 no OBA ampliou a pressão e deixou o Goiás em 13º, com 36 pontos e longe do G6. Mozart descartou pedir demissão e disse manter confiança para buscar reação nas rodadas finais.
A derrota por 2 a 0 diante do Vila Nova, no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), azedou o clima no Goiás e intensificou a pressão sobre a comissão técnica. Estacionado na 13ª colocação da Série B, com 36 pontos, o time viu a distância para o G6 aumentar, o que elevou questionamentos sobre o futuro do treinador.
Apesar do cenário adverso e do abatimento visível após o clássico regional, o treinador rechaçou qualquer possibilidade de pedir demissão e disse manter confiança para buscar uma reação nas rodadas finais da competição.
“Jamais eu vou desistir. Não é da minha característica. Em meio às dificuldades, nós temos que tirar forças de onde, talvez, nós nem achamos que nós podemos ter. Mas eu acredito que nós conseguimos reverter uma situação difícil ainda.”
O revés no OBA foi apontado como especialmente doloroso pelo próprio técnico, que reconheceu o impacto emocional do resultado diante de um rival local. Mesmo assim, a postura mostrada nos comentários foi de determinação, com ênfase no trabalho e na possibilidade de recuperação dentro da temporada.
Quanto à matemática do acesso, a comissão técnica manteve discurso otimista e destacou que ainda há pontos em disputa na Série B. A meta, segundo a equipe técnica, passa por somar o máximo possível nas próximas rodadas para tentar reduzir a distância em relação às posições que garantem acesso.
“Da minha parte, eu tenho muita energia para continuar porque eu tenho certeza que nós temos 33 pontos para disputar. É difícil, óbvio que é difícil, mas não é impossível”
O foco imediato será a tentativa de reabilitação na tabela: o Goiás vai a campo pela 28ª rodada da Série B para enfrentar o Botafogo-SP, na Arena Nicnet, em Ribeirão Preto. A partida está marcada para segunda-feira (14), com previsão de início às 19h30. A comissão técnica e o elenco terão poucos dias para ajustar a equipe e buscar um resultado que alivie a pressão sobre o clube.
Em resumo, o clube vive momento de cobrança após o clássico perdido, mas a direção técnica reafirmou que não haverá pedido de demissão por parte do treinador e que a busca pelos pontos restantes na competição seguirá como prioridade.
