Itabaiana · terça-feira · 27 de outubro de 2026
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Campanhas voltaram, mas mensagens não chegam às jovens. Pesquisa revela que muitas brasileiras de 16 a 24 anos desconhecem ou têm dúvidas sobre como reduzir o risco da doença.

Com a chegada de campanhas sobre câncer de mama, a conversa sobre prevenção volta à pauta — e uma pesquisa recente revela que essas mensagens não estão chegando com facilidade às mais jovens. O levantamento aponta que 60% das brasileiras entre 16 e 24 anos dizem não saber ou têm dúvidas sobre como prevenir a doença.

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Distribuição do conhecimento entre as jovens

  • 41% afirmam não conhecer as formas de prevenção;
  • 19% relatam ter dúvidas sobre prevenção;
  • 37% dizem saber como reduzir os riscos;
  • 3% não souberam ou não quiseram responder.

Esse nível de conhecimento declarado entre as jovens fica 21 pontos percentuais abaixo da média feminina nacional, que é de 58%, o que acende um alerta sobre acesso à informação sem transformar o cuidado com a saúde em cobrança.

Conhecimento por faixas etárias

  • 25 a 40 anos: 57% afirmam conhecer formas de prevenção;
  • 41 a 59 anos: 66% afirmam conhecer;
  • 60 anos ou mais: 58% afirmam conhecer.

Importante destacar que esses números refletem o que as entrevistadas dizem saber sobre prevenção, e não o resultado de um teste prático ou avaliação de conhecimentos.

A pesquisa ouviu presencialmente 2.015 pessoas a partir dos 16 anos, nas 27 unidades da Federação, entre 25 e 30 de junho de 2026. Do total, 1.038 eram mulheres. A margem de erro informada para o conjunto feminino é de 3 pontos percentuais; não foi apresentada margem específica para as mulheres de 16 a 24 anos.

Prevenção x detecção precoce

O estudo ressalta a diferença entre prevenir o surgimento da doença e identificar um câncer já instalado em estágio inicial:

Prevenção significa reduzir as chances de desenvolver a doença.

Detecção precoce significa identificar um câncer que já surgiu, para permitir início mais cedo do tratamento.

Exames como mamografia e ultrassom fazem parte da detecção precoce; eles não impedem que um tumor apareça. Já o autoexame, frequentemente associado a campanhas, não deve ser apresentado como método de prevenção: estudos não demonstraram redução da mortalidade com a prática sistemática do autoexame. A orientação é conhecer as próprias mamas, observando e tocando quando a pessoa se sentir confortável, sem necessidade de seguir técnica ou calendário rígido.

Hábitos e comportamentos na faixa 16–24 anos

  • 52% dizem consumir ultraprocessados em três ou mais dias da semana (média nacional: 33%);
  • 19% relatam usar tabaco ou cigarros eletrônicos (média total: 17%);
  • 44% afirmam consumir bebidas alcoólicas (média geral: 41%);
  • 35% dizem nunca praticar atividade física (média geral: 42%).

Esses comportamentos descrevem tendências populacionais e não permitem calcular risco individual nem prever quem vai desenvolver a doença. Especialistas destacam a importância de hábitos de cuidado desde cedo: atividade física, atenção à alimentação e redução do álcool e do tabaco.

Sinais que merecem avaliação

  • Caroço endurecido ou que aumenta de tamanho;
  • Mudanças no formato do mamilo;
  • Retrações na pele, aspecto de “casca de laranja”;
  • Saída de secreção com sangue pelo mamilo.

A orientação é buscar avaliação profissional diante de qualquer alteração suspeita, em qualquer idade. A pesquisa também indica que 20% das entrevistadas de 16 a 24 anos disseram já ter feito mamografia, sem detalhar o motivo do exame.

A conclusão é que a conversa sobre câncer de mama entre jovens precisa aumentar, com informação clara, espaço para dúvidas e acesso ao atendimento — sem promessas de proteção absoluta ou culpabilização. Informar e facilitar o cuidado são passos essenciais para a saúde coletiva.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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