Desde dezembro de 2023, o Hospital de Cirurgia já realizou 52 procedimentos cardíacos minimamente invasivos, sendo a única unidade do estado. A equipe passou de 1 para 4 cirurgiões e o avanço ganhou destaque no simpósio.
O Hospital de Cirurgia alcançou a marca de 52 cirurgias cardíacas minimamente invasivas realizadas em Sergipe desde a implantação da técnica, em dezembro de 2023. Pioneira no estado e atualmente a única instituição sergipana a oferecer esse tipo de procedimento, a unidade ampliou também a equipe habilitada, que passou de um para quatro cirurgiões cardiovasculares.
A evolução do serviço foi um dos destaques do I Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva (MICS), que foi realizado nos dias 4 e 5 de setembro. O encontro reuniu especialistas de Sergipe e de outros estados para discutir avanços tecnológicos, novas técnicas e experiências relacionadas à cirurgia cardíaca minimamente invasiva, além de integrar profissionais de diferentes áreas envolvidas no atendimento aos pacientes.
Com o tema “Cuidar da Vida: Ciência, Humanização e Esperança”, o simpósio abordou temas como cirurgia cardíaca minimamente invasiva, cirurgia robótica, cirurgia cardiovascular, anestesiologia, ecocardiografia, perfusão e cuidados pós-operatórios. O evento foi organizado pelo Instituto de Educação e Eventos (IEC) e contou com apoio institucional do Hospital de Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da Sociedade Médica de Sergipe.
O chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital de Cirurgia, Roberto Cardoso, foi responsável pela conferência de abertura e destacou o pioneirismo da instituição na adoção da técnica.
“O primeiro Simpósio de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva de Sergipe é apoiado pelo Hospital de Cirurgia, pioneiro em todos os procedimentos relacionados com a cirurgia cardíaca e não poderia ser diferente com a minimamente invasiva. O Cirurgia é único hospital no estado que faz esse tipo de procedimento com uma equipe extremamente capacitada e especializada para o desenvolvimento dessa técnica”
Cardoso também apontou a próxima etapa do serviço, que é ampliar o acesso à técnica em Sergipe, especialmente entre pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“O Hospital de Cirurgia, com o pioneirismo, quer agora expandir, crescer e ampliar para a cidade todo o benefício que hoje a gente presta para os pacientes do SUS que são atendidos no Cirurgia”
A cirurgia cardíaca minimamente invasiva começou a ser realizada no estado pelo Hospital de Cirurgia em 21 de dezembro de 2023, quando foi feito o primeiro procedimento do tipo. Em janeiro de 2025, o hospital contabilizava dez procedimentos. Desde então, o serviço avançou e chegou às atuais 52 cirurgias, realizadas por quatro profissionais habilitados: Wilson Felix, Ivan Espínola, Rafael do Amor e Roberto Cardoso.
A técnica utiliza pequenas incisões em vez da abertura convencional do tórax, que pode exigir um corte de até 25 centímetros. Em pacientes selecionados, a abordagem pode contribuir para reduzir sangramento e dor no pós-operatório, diminuir o período de internação e acelerar a recuperação.
A cirurgiã cardíaca do Hospital de Cirurgia e integrante da comissão organizadora do simpósio, Leila Nogueira, destacou a importância do encontro para o desenvolvimento da cirurgia cardiovascular em Sergipe e ressaltou a participação de diferentes profissionais no processo de aprimoramento dos procedimentos.
“O Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva é um marco no tratamento cardiovascular do nosso estado. A gente contou com o apoio institucional do Cirurgia para realização deste evento, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardíaca e da Sociedade Médica de Sergipe”
“É de extrema importância a reunião não só de cirurgiões, mas de outras especialidades médicas e da equipe multiprofissional, para que a gente consiga cada vez mais melhorar o resultado da cirurgia cardíaca, comparando até com grandes centros mundiais”
A implantação da cirurgia minimamente invasiva integra uma trajetória de pioneirismo do Hospital de Cirurgia na cardiologia sergipana. A instituição foi responsável pela realização da primeira cirurgia cardíaca e do primeiro implante de marca-passo no estado, além do primeiro transplante cardíaco nas regiões Norte e Nordeste. O hospital também implantou o primeiro Laboratório de Hemodinâmica de Sergipe, realizou o primeiro cateterismo e mantém programas de residência médica em Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular.
Habilitado pelo Ministério da Saúde como referência cardiológica para atendimento pelo SUS em Sergipe, o Hospital de Cirurgia dispõe de Serviço de Hemodinâmica, centro cirúrgico exclusivo para Cardiologia, UTI Cardiológica, unidade especializada no atendimento a pacientes infartados, ambulatório e serviços de diagnóstico.
O diretor técnico do Hospital de Cirurgia, Rilton Morais, ressaltou a importância da cardiologia para a instituição e a participação no simpósio.
“O Hospital Cirurgia é um dos apoiadores desse evento com muito orgulho porque um dos elementos principais do funcionamento do Cirurgia é a cirurgia cardíaca, é a cardiologia. Somos referência no estado, no Nordeste e no país nessas especialidades”
“Tivemos uma apresentação de abertura do Dr. Roberto Cardoso, que é o chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca, onde mostrou não somente a ciência, mas a humanidade e o amor ao próximo, que são os grandes valores do nosso hospital”
O avanço do serviço e a ampliação da equipe habilitada indicam continuidade na oferta da técnica no estado, com foco na capacitação profissional e na ampliação do acesso para pacientes do SUS.
