Após o empate com o Nacional-AM e a revolta da torcida, o conselheiro afirmou interesse em disputar a presidência do clube. Defende antecipar a eleição e diz manter contato com Rafael Tenório para compor chapa.
O CSA vive um momento de instabilidade após o empate com o Nacional-AM, resultado que impediu o acesso e provocou revolta da torcida. Nesse cenário, o diretor de obras na gestão de Mirian Monte e conselheiro do clube, Gustavo Ferreira, afirmou que tem interesse em participar do processo eleitoral do CSA, que deve ser anunciado em breve.
Em entrevista, Ferreira, que se dispôs a concorrer ao cargo de presidente logo após a saída de Mirian, avaliou a situação atual do clube e defendeu a realização antecipada do pleito. Ele classificou a conjuntura como complexa e afirmou que a eleição é necessária para recuperar ritos estatutários e dar mais credibilidade ao clube perante investidores e patrocinadores, além de facilitar o planejamento para 2027.
“O que começa errado não tem como dar certo”.
O conselheiro disse que tem conversado com o ex-jogador Rafael Tenório, que demonstrou interesse em ser candidato à presidência do CSA, mas teria receio de assumir sem dimensionar corretamente os problemas financeiros e administrativos do clube. Ferreira afirmou que, caso Tenório confirme a candidatura, está disposto a compor uma chapa homogênea com ele.
“O próprio Rafael Tenório disse que quer ser também candidato a presidente do CSA. Eu venho conversando com o Rafael e ele vem me dizendo que, de fato, tem interesse de entrar. No entanto, ele tem muito receio de pegar o CSA sem verificar o tamanho do problema”.
Ferreira acrescentou que, se Tenório não participar da disputa, manterá o próprio nome como opção para a presidência e já tem mantido conversas com apoiadores. Segundo ele, há pessoas interessadas em contribuir administrativa e financeiramente com o clube, que têm procurado o seu nome por acreditarem na credibilidade associada à sua eventual candidatura.
“Caso ele (Rafael Tenório) não vá, estou disposto sim e mantenho o meu nome na disputa para presidente do CSA. Inclusive, a gente já está realizando algumas conversas nesse sentido. Várias pessoas que gostariam muito de contribuir para o clube administrativa e financeiramente já estão voltando a entrar em contato, perguntando se tenho interesse porque aí há uma credibilidade no nosso nome nesse sentido”.
Em paralelo às declarações de Ferreira, foi informado que houve bloqueios de contas e que direitos de imagem de atletas não foram pagos, segundo registro feito por Bonatelli. Diante desse quadro, Ferreira defendeu que a antecipação do processo eleitoral pode ser o passo mais urgente para retomar a normalidade estatutária do clube e dar maior segurança a investidores, patrocinadores e ao próprio planejamento esportivo e financeiro.

