Derrota por 1 a 0 no Barradão deixou o Grêmio a três pontos do Z-4 e expôs falhas. O time de Luís Castro criou apenas duas chances claras e não aproveitou o ânimo trazido pela Copa do Brasil.
O Grêmio foi derrotado por 1 a 0 pelo Vitória no Barradão, na 26ª rodada do Brasileirão 2026, e terminou a rodada na mesma posição em que entrou: a três pontos do Z-4. A equipe de Luís Castro não repetiu em Salvador o desempenho da vitória no clássico pela Copa do Brasil e a classificação naquela competição não se configurou como a virada de chave esperada.
No jogo, a irregularidade do time ficou evidente e desenhou, por enquanto, uma briga contra o rebaixamento até o fim do Campeonato. O Grêmio criou apenas duas chances claras: finalizações de Diego Caito e Carlos Vinicius que pararam no goleiro Lucas Arcanjo, do Vitória. Do outro lado, o goleiro Arcanjo apareceu bem nos momentos decisivos, enquanto o goleiro gremista Weverton evitou uma derrota por placar maior em intervenções importantes.
O time gaúcho terminou o primeiro tempo sem escanteios, apesar de equilibrar parte do confronto contra um Vitória que vinha de quatro derrotas seguidas e de eliminação na Copa do Brasil. Renato Kayzer, nos minutos finais da partida, perdeu duas oportunidades — uma delas defendida por Weverton — e não conseguiu empatar para os visitantes.
Ao longo da partida, o Grêmio sofreu com ausências e atuações abaixo do esperado: sentiu falta de Amuzu, entregue por dores musculares, e teve em Tetê e Pavon desempenhos entre os piores da equipe naquela noite. Tetê foi apontado como um dos que não rendeu no confronto em Salvador.
Mesmo com o placar adverso estabelecido aos 17 minutos do segundo tempo, o técnico Luís Castro adotou mudanças conservadoras: substituiu Villasanti por Nardoni, Pavon por Enamorado e Carlos Vinicius por Braithwaite — trocas por jogadores de características semelhantes que, no entanto, não surtiram o efeito necessário. O time terminou cedendo mais chances do que criando.
“Voltamos à realidade do Brasileiro”
diz Queki após a derrota do Grêmio.
Além do aspecto emocional, a reportagem apontou que a evolução tática e a organização da equipe não se resolvem do dia para a noite. Meses de indefinição na escalação e no modelo de jogo cobram o seu preço, e uma boa apresentação na Arena não apagaria, automaticamente, problemas estruturais que persistem e indicam um fim de ano com preocupação na disputa pelo rebaixamento.
O calendário, contudo, oferece nova oportunidade: a partir do próximo sábado o Grêmio recebe o Vasco, primeiro time dentro do Z-4, na Arena — um duelo direto na luta contra a queda que poderá amenizar ou agravar a angústia do clube, dependendo do resultado. Resta à equipe ter competência para aproveitar a chance de começar a sair do atoleiro.

