O dirigente Paulo Sérgio Scudiere Angioni, com mais de quatro décadas no futebol, morreu aos 80 anos no Rio de Janeiro. Ele tratava um câncer de pâncreas desde o início de setembro e era tricolor desde a infância.
Paulo Angioni, executivo de futebol com mais de quatro décadas de carreira, morreu aos 79 anos. Ele tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro, no Rio de Janeiro. A relação com o Fluminense era especialmente próxima: o dirigente trabalhava no clube e era tricolor desde a infância.
“O Fluminense FC comunica o falecimento do tricolor e diretor executivo de futebol, Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos, na madrugada de hoje, no Rio de Janeiro. Em sua carreira, uma das mais longevas e bem-sucedidas do futebol brasileiro, foi pioneiro na função de diretor executivo no Brasil. Com passagem pela Seleção Brasileira e outros grandes clubes, ele reuniu inúmeras conquistas esportivas e se destacou, fundamentalmente, pela coleção de amigos que acumulou ao longo de sua trajetória. À frente do departamento de futebol do Fluminense nesta quarta passagem pelo clube, a partir de 2018, foi um dos principais responsáveis pela conquista dos títulos da Taça Rio de 2020, Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, Campeonato Carioca de 2022 e 2023, Conmebol Libertadores e Recopa. Títulos que ajudaram o clube a retomar seu protagonismo e se destacar no cenário mundial recente. Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade. À sua família e amigos, nossos sentimentos mais elevados.”
Há uma diferença na indicação da idade: o comunicado do clube menciona 80 anos, enquanto outra parte da cobertura registra 79 anos. O que está preservado é que Angioni faleceu no Rio de Janeiro e vinha sendo tratado de um câncer no pâncreas desde setembro.
Angioni iniciou a carreira no início dos anos 1980, quando deixou o clube Municipal, na Tijuca, para trabalhar no Vasco, onde permaneceu por 14 anos. Ao longo da trajetória, passou por clubes como Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense. Também teve passagem pela CBF e foi supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990.
Na sua atuação no Fluminense, iniciada em 2018 na quarta passagem pelo clube, o dirigente foi apontado como um dos responsáveis pelos títulos listados no comunicado: Taça Rio de 2020, Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, Campeonato Carioca de 2022 e 2023, além da Conmebol Libertadores e da Recopa. O texto do clube também ressalta que Angioni foi pioneiro no papel de diretor executivo no país e que acumulou uma ampla rede de amizades ao longo da carreira.
Formado em psicologia e em administração esportiva, Angioni foi um dos primeiros dirigentes a defender a inclusão de profissionais da área psicológica no futebol. Ainda em 1989, quando atuava no Vasco, ajudou a levar psicólogos para dentro do departamento; anos depois passou a afirmar que a evolução da pressão sobre os jogadores exigia também a presença de psiquiatras nos clubes.
Sobre sua motivação no trabalho com atletas, Angioni comentou em entrevista em 2023 que a convivência com os jogadores era o que o mantinha no futebol:
“O jogador é a razão da minha vida no futebol. Não só é a minha sobrevivência, mas é a minha contribuição ao jogador”
Ao longo de sua carreira, Angioni conquistou títulos estaduais, nacionais e internacionais e teve na Libertadores de 2023 pelo Fluminense um dos momentos mais marcantes. A notícia da morte traz registros da trajetória e das contribuições do dirigente ao futebol brasileiro, além das mensagens de condolências encaminhadas ao entorno do clube.

