Em Lausanne, Cargnin reagiu na final contra o russo Danil Lavrentev e aplicou ippon nos instantes finais. Após dominar as fases anteriores, o medalhista olímpico virou o placar quando estava atrás por um yuko.
Daniel Cargnin protagonizou uma virada emocionante a um minuto do fim e conquistou, neste sábado, a medalha de ouro no Grand Slam de Lausanne, na Suíça. Depois de uma campanha de amplo domínio nas fases anteriores, o brasileiro precisou reagir na final contra o russo Danil Lavrentev para garantir o título.
Na decisão, Lavrentev abriu vantagem e chegou a liderar o combate por um yuko até o minuto final. Cargnin manteve a paciência e esperou o momento certo para atacar. Na reta final, encontrou a brecha e aplicou um ippon, garantindo a virada e o ouro.
Com a conquista, o medalhista olímpico chegou ao segundo título de Grand Slam da carreira. O primeiro havia sido conquistado na etapa de Brasília, em 2019. O brasileiro também alcançou a marca de 10 medalhas no Circuito Mundial, sendo cinco delas em etapas de Grand Slam.
Na abertura da competição, realizada na sexta-feira, o Brasil subiu ao pódio três vezes. Clarice Ribeiro, Rafaela Rodrigues e Michel Augusto conquistaram medalhas de bronze, ampliando a presença brasileira entre os melhores da etapa.
A etapa de Lausanne, que vai até domingo (30), é mais um desafio para a Seleção Brasileira na temporada e fará parte da disputa dos atletas pelo ranking mundial e da corrida olímpica em busca de vagas para Los Angeles 2028. O desempenho em eventos como este contribui diretamente para a soma de pontos que define posições e chances na fase classificatória.
O ouro de Cargnin destaca a capacidade do atleta de controlar ritmos de luta e escolher o momento adequado para a ofensiva, habilidades que fizeram a diferença na decisão. A virada no último minuto mostra também a importância da persistência tática e do condicionamento físico em confrontos de alto nível, quando qualquer ação pode alterar o resultado.
Além do resultado individual, a participação brasileira na etapa suíça reforça o calendário competitivo do judô nacional em 2026 e a necessidade de manutenção do foco nas próximas competições do Circuito Mundial, onde pontos e desempenho impactam diretamente a sequência rumo aos eventos que valem para o ranking olímpico.
Em outro destaque recente, Edinanci Silva lançou biografia em São Paulo e celebrou a trajetória:
“Não é só história triste”
