No Beira-Rio o time sofreu apagão no 1º tempo e saiu perdendo por 3 a 0 antes de fechar em 3 a 2. Sem vitórias há 10 rodadas no Brasileiro, a diretoria manteve Pezzolano e provocou protestos da torcida.
O Internacional foi derrotado por 3 a 2 pelo Santos, em partida válida pela 26ª rodada do Brasileirão, e vive mais um capítulo de uma crise que persiste. A atuação no Beira-Rio preocupou parte da torcida e voltou a levantar questionamentos sobre a condução técnica e os rumos do clube.
Mesmo sem vencer há 10 jogos no Brasileirão, o comando do time manteve Paulo Pezzolano no cargo após a partida. A decisão surpreendeu torcedores e analistas, que vinham cobrando mudanças diante da sequência ruim de resultados.
O time sofreu sobretudo no primeiro tempo, quando tomou 3 a 0. A sequência de falhas defensivas incluiu erro de marcação de Félix Torres, que permitiu a arrancada de Gabigol para abrir o placar. Ao longo do primeiro tempo, parte da torcida deixou o estádio e houve agitação nas arquibancadas; nos vestiários, membros do clube chegaram a se reunir durante o intervalo.
“time sem vergonha”
Suspenso, Pezzolano não estava no banco; o auxiliar Esteban Conde justificou alterações na escalação citando cansaço e risco de lesão para explicar as saídas. A equipe iniciou com Félix Torres e Ronaldo nos lugares de Maripán e Villagra, respectivamente. Villagra, um dos jogadores mais regulares na temporada, entrou apenas no segundo tempo.
O Inter reagiu na etapa final e marcou dois gols, com Aguirre e Bruno Henrique, mas não conseguiu evitar a derrota por 3 a 2. Ao término do jogo, houve protestos no pátio do estádio e tentativa de invasão pelo acesso dos atletas, com confrontos envolvendo policiais.
Na coletiva após a partida, a direção confirmou a manutenção da comissão técnica. O presidente acompanhou a entrevista e não concedeu declarações aos repórteres. O executivo de futebol, Fabinho Soldado, explicou a opção por manter o treinador, valorizando o entusiasmo apontado na comissão técnica e a crença em uma reação técnica.
“O que seria o fato novo? Mudar o treinador sem a convicção que daria certo? Está claro que precisamos dar uma resposta o quanto antes. Sabemos que o torcedor está ferido, com razão”
“O fato novo é ganhar lá contra a Chapecoense. O fato novo é ganhar jogos.”
Os números recentes citados na avaliação mostram a dimensão da crise: apenas uma vitória no segundo semestre (2 a 0 sobre o Corinthians pela Copa do Brasil), última vitória no Brasileirão em 16 de maio (4 a 1 sobre o Vasco) e uma sequência de 10 jogos sem vencer na competição, com seis derrotas, que deixaram o Inter afundado na zona de rebaixamento, em 18º lugar, com 25 pontos. A possibilidade de mudança de postura da diretoria foi mencionada como aberta, mas a decisão comunicada após o jogo manteve a comissão técnica no cargo.
O resultado e o cenário do clube mantêm a pressão por resultados e por decisões que possam alterar a trajetória da equipe nas rodadas seguintes do Brasileirão.

