Teodor Davidov, 16, chamou atenção em Flushing Meadows ao sacar alternando mãos e bater forehands dos dois lados, sem backhand. O ambidestro usa a técnica desde as categorias de base e aplicou-a contra Connor Doig.
Teodor Davidov, de 16 anos, chamou a atenção no US Open Junior ao adotar um estilo incomum: ambidestro, ele sacou com as duas mãos e bateu forehands de ambos os lados da quadra, sem recorrer ao backhand tradicional. A abordagem diferenciada vinha sendo utilizada desde as categorias de base e continuou como sua principal característica diante de adversários mais experientes.
Em Flushing Meadows, durante o confronto contra o sul-africano Connor Doig, de 18 anos, Davidov alternou a mão no saque conforme o lado da quadra e a situação da partida. A alternância entre direita e esquerda no serviço, assim como a preferência por responder todas as bolas com forehand, gerou curiosidade entre o público presente e a cobertura no torneio.
A técnica de não executar o golpe de backhand tradicional obrigava Davidov a trocar a empunhadura e a mão dominante sempre que a bola vinha para o seu lado esquerdo, algo que ele vinha aperfeiçoando desde a base. A estratégia teve destaque pela originalidade e pelo desafio técnico que impõe ao oponente, já que exige ajustes táticos e de posicionamento por parte de quem enfrenta um jogador ambidestro.
O duelo entre Davidov e Doig foi equilibrado, mas terminou com a eliminação do jovem americano. Connor Doig venceu por 7/6 (7-4) e 6/3, encerrando a participação de Davidov no torneio. Os parciais deixam claro que a primeira parcial foi decidida no tie-break, enquanto o segundo set teve menor equilíbrio no placar.
O caso de Davidov voltou a provocar debates sobre variações técnicas no tênis juvenil e sobre como soluções pouco convencionais podem evoluir dentro de circuitos de base. Jogadores ambidestros ou que adotam trocas frequentes de empunhadura desafiam padrões estabelecidos e atraem atenção por combinar habilidade técnica e inovação tática.
Embora a passagem de Davidov pelo US Open Junior tenha terminado com a derrota diante de Doig, a atuação do jovem de 16 anos serviu para evidenciar a diversidade de estilos que ainda surgem nas categorias de base e para lembrar que o tênis segue aberto a experimentações técnicas.

