Na Arena Castelão, o Fortaleza ficou no 1 a 1 com o Operário-PR e frustrou a torcida. O time segue em 5º na Série B, com 41 pontos. Técnico Paulo Autuori criticou a baixa conversão das chances.
Fortaleza, CE — O Fortaleza voltou a tropeçar na Arena Castelão e frustrou a torcida ao empatar por 1 a 1 com o Operário-PR na noite desta segunda-feira (31). O resultado manteve a equipe tricolor no G6, ocupando o quinto lugar da Série B do Campeonato Brasileiro, com 41 pontos.
Em avaliação dura após o confronto, o técnico Paulo Autuori demonstrou irritação com a baixa conversão de chances do setor ofensivo e cobrou maior eficácia nas finalizações nas partidas recentes.
Simples, falta de eficácia na finalização. Somando os dois jogos, São Bernardo e esse [contra o Operário], foram 56 finalizações para fazer dois gols. Os adversários não criaram nada e fizeram dois gols. O preço para sofrer gol está muito baixo, para fazer está alto. É ineficácia, não fomos eficazes. Não vou lamentar bola na trave, o goleiro fez o trabalho dele, os adversários tiveram sentido de emergência, salvaram gol em cima da linha, isso aí não é justificativa. O que não tivemos nesses dois jogos foi eficácia, ou seja, fizemos o suficiente ganhar o jogo até com uma certa folga. Agora, não pode fazer um gol e sofrer [outro] um minuto depois, se repetiu o filme.
O empate acende um alerta no Pici. Sob o comando de Autuori, em cinco partidas na competição o retrospecto é de apenas uma vitória e quatro empates, estes últimos contra Cuiabá, Juventude, São Bernardo e Operário-PR. Esses resultados mostram dificuldade em transformar a geração de chances em gols e também a fragilidade em evitar que rivais marquem com facilidade.
Na escalação, Autuori promoveu uma mudança em relação ao time que enfrentou o Criciúma: Pierre entrou na vaga de Rodrigo no meio-campo. Questionado sobre a manutenção de uma espinha dorsal, o treinador explicou que o calendário do futebol brasileiro impede longas sequências com a mesma formação, por conta de lesões, cartões e desgaste físico.
Não é essa de confiança, todos estão trabalhando bem. No último jogo [contra o Criciúma] todos estiveram bem, aqueles que entraram. Contra o Operário nós podíamos ter feito mais do que fizemos. A questão não é repetir equipe, acho que nenhum treinador no futebol brasileiro tem condições de ficar repetindo em função do calendário. Seja por lesões, cartões e desgaste. Nós jogamos bem, criamos para ganhar o jogo. A trave também joga, qualquer dia ela vai nos salvar também.
Sem tempo para lamentações, o Fortaleza tentará reencontrar o caminho das vitórias fora de casa. O Leão do Pici volta a campo no próximo sábado (5), às 16h, quando visitará o Goiás no Estádio Hailé Pinheiro (Serrinha), em confronto direto válido pela 26ª rodada da Série B.
