No último sábado (27), Wagner Moura completou 50 anos e essa data especial inspirou um convite do Letterboxd para que o ator revisite sua trajetória ao longo dos anos.
Em uma entrevista para a plataforma de cinema, Moura falou sobre os papéis que moldaram sua carreira, desde Saneamento Básico (2007) até Guerra Civil (2024), culminando no seu papel como protagonista em O Agente Secreto (2025), filme que lhe rendeu neste ano o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama e sua primeira indicação ao Oscar.
Com o mais recente filme dirigido por Kleber Mendonça Filho, Moura se tornou o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator. Antes dele, apenas duas atrizes brasileiras haviam recebido indicações nas principais categorias de atuação: Fernanda Montenegro, por Central do Brasil (1999), e Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui (2024), ambas na categoria de Melhor Atriz.
A entrevista, que ocorreu em um momento de celebração das premiações, também funciona como um olhar retrospectivo sobre a carreira de Wagner Moura. Durante a conversa, o ator relembrou projetos importantes que abriram portas para o sucesso global que vive hoje, começando em Salvador, na Bahia, passando por Recife, em Pernambuco, até chegar aos grandes palcos do cinema mundial.
A publicação coincidiu ainda com uma data significativa para o audiovisual brasileiro. Em 19 de junho, foi celebrado o Dia do Cinema Brasileiro, uma homenagem às primeiras filmagens realizadas em solo brasileiro, registradas por Affonso Segreto na Baía de Guanabara em 1898.
Aproveite para conferir as escolhas de Wagner Moura sobre os papéis que marcaram sua trajetória!
Saneamento Básico (2007): “O local onde filmamos ‘Saneamento Básico’ ficava quase no Uruguai… Foi um dia inesquecível na minha vida.”
Narcos (2015-2017): “Jafar Panahi estava em uma prisão em Teerã assistindo a algo que um cara brasileiro fez na Colômbia.”
Gato de Botas (2011): “Às vezes, perdemos a alegria do que a atuação deveria ser… Vá lá e divirta-se.”
Guerra Civil (2024): “Havia dois temas que eu tinha muito interesse em abordar… Acho que as pessoas perceberão isso mais tarde.”
O Agente Secreto (2025): “É difícil conciliar a quantidade de referências com as quais Kleber lida… é algo muito impressionante.”


