A Jalles Machado aposta em recuperação agrícola e maior uso industrial para crescer 10% na próxima safra. Taxa de ocupação das unidades deve saltar de 78,6% para 86,7%.
A Jalles Machado prevê processar 7,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, um aumento de 10,2% em relação ao volume da temporada anterior, que foi de 7,076 milhões de toneladas. A empresa espera uma recuperação na produtividade agrícola e um melhor aproveitamento da capacidade industrial ao longo do próximo ciclo.
De acordo com informações divulgadas ao mercado, a taxa de ocupação das unidades industriais deverá alcançar 86,7%, um crescimento em relação aos 78,6% registrados na safra 2025/26. A produtividade média dos canaviais está estimada em 80,4 toneladas por hectare, representando um avanço de 8% em comparação ao ano anterior.
A unidade Santa Vitória, localizada em Minas Gerais, deverá ter o maior aumento de produtividade, alcançando 70,4 toneladas de cana por hectare, um crescimento de 18,2% em relação à safra anterior. Por sua vez, as unidades Jalles Machado e Otávio Lage, ambas em Goiás, têm projeções de produtividade de 85,7 e 86,2 toneladas de cana por hectare, respectivamente.
Além disso, a estratégia da companhia para a próxima safra inclui um maior direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol, que deverá representar 59% do mix industrial, acima dos 53,6% observados na temporada passada. Com essa mudança, a produção de etanol está projetada em 372 mil metros cúbicos, um crescimento de 18% em relação à safra anterior.
Em contrapartida, a participação do açúcar deve cair de 46,4% para 41%, com a fabricação totalizando 418,1 mil toneladas, um volume 4,2% inferior ao registrado em 2025/26. A empresa também estima um ATR (Açúcar Total Recuperável) médio de 137,1 quilos por tonelada de cana, uma redução de 1,6% em relação aos 139,3 kg/t apurados na safra anterior.
No que diz respeito a investimentos, a Jalles Machado planeja desembolsar R$ 610,3 milhões na safra 2026/27, um valor 9,8% menor que o realizado no ciclo anterior. Somando os investimentos em tratos culturais, os aportes totais devem atingir R$ 1,087 bilhão, com uma redução de 5% em comparação ao ano passado.
