A startup Ultrahuman anunciou nesta segunda-feira (12) que vai produzir um anel inteligente capaz de estimar a idade biológica do usuário — ou seja, indicar como o corpo está envelhecendo em comparação com a idade cronológica. A tecnologia será desenvolvida em parceria com o Abu Dhabi Public Health Center (ADPHC), órgão de saúde pública dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo o anúncio, o projeto será conduzido ao longo dos próximos dois anos, período em que as equipes irão pesquisar e validar o modelo antes de iniciar a implementação gradual. Ainda não há data definida para a liberação geral do dispositivo ou da ferramenta.
A proposta é combinar dados coletados por wearables com resultados de exames clínicos para identificar fatores que podem acelerar ou desacelerar o envelhecimento. O sistema deverá analisar informações sobre sono, atividade física, saúde cardiovascular e metabolismo, além de indicadores obtidos em exames laboratoriais, incluindo análises de sangue. A ideia é comparar os sinais de saúde de cada pessoa com padrões observados em diferentes idades e apontar possíveis diferenças relacionadas ao envelhecimento.
Segundo Mohit Kumar, CEO da Ultrahuman, o modelo foi desenvolvido a partir de dados que a empresa já possuía de seus usuários, relacionando a idade cronológica a informações coletadas por dispositivos wearable e, em alguns casos, a resultados de exames. A empresa afirma que a ferramenta não vai depender de uma marca específica de dispositivo: anéis inteligentes, relógios, pulseiras, faixas e adesivos capazes de coletar dados de saúde vão alimentar o sistema.
Quando estiver disponível, a idade biológica poderá ser consultada por meio de plataformas digitais de saúde do governo dos Emirados Árabes Unidos, como TAMM e Sahatna. A parceria também permitirá que a Ultrahuman avalie o modelo em uma população mais ampla do que sua base atual de clientes, o que deverá contribuir para o aperfeiçoamento das previsões.
A Ultrahuman terá concorrência no mesmo mercado: em maio, a Oura anunciou uma parceria com o Departamento de Saúde de Abu Dhabi para combinar dados de dispositivos wearable com informações de saúde coletadas ao longo do tempo. O trabalho da Oura terá foco inicial na saúde feminina e nos riscos cardiometabólicos. Esses projetos ilustram como fabricantes de dispositivos vestíveis buscam ampliar a atuação, indo além da venda de produtos e investindo em ferramentas de acompanhamento preventivo da saúde. Atualmente, o Oura Ring 5 consegue medir pressão arterial.
