No Salão de Paris, a marca apresenta um cupê 2+2 de 4,70 m que funciona como laboratório de proporções e estética. A arquitetura flexível deve aceitar motores variados, inclusive um V6 com eletrificação.
A Alfa Romeo aproveitará o Salão de Paris de 2026, que abre suas portas ao público na próxima terça-feira (13), para revelar ao mundo o rumo dos seus próximos lançamentos. O conceito Alfa Romeo Cuorerosso surge como mais do que um exercício de estilo: é um laboratório que vai estabelecer proporções, pilares estéticos e soluções técnicas para os futuros carros da marca.
O cupê 2+2 de 4,70 m de comprimento servirá como referência e terá uma arquitetura pensada para aceitar diferentes fontes de propulsão. A proposta técnica prevê que os futuros modelos poderão ser equipados tanto com conjuntos puramente elétricos quanto com motorizações híbridas de alto desempenho.
“Bellezza Necessaria”
O foco da Alfa Romeo foi criar um desenho aerodinâmico sem recorrer a apêndices artificiais e sem função, alcançando um coeficiente de arrasto (Cx) de apenas 0,28. A silhueta traz uma linha de cintura em cunha que nasce na dianteira, passa por portas de abertura invertida e culmina em uma traseira plana, no clássico formato Coda Tronca. Na frente, a grade central exibe tramas iluminadas em LED que pulsam conforme a aproximação do motorista.
“Scudetto”
O Cuorerosso quer demonstrar flexibilidade técnica: em vez de impor uma única tecnologia, o projeto foi pensado sobre uma base capaz de receber soluções elétricas ou híbridas. Segundo a fabricante, o ápice da esportividade do carro de rua que nascerá a partir deste conceito poderia ser alcançado associando um conjunto mecânico híbrido ao motor V6 2.9.
Essa configuração associaria tração integral Q4, câmbio automático com conversor de torque e cardã moldado em fibra de carbono, sinalizando que a divisão esportiva Quadrifoglio ainda terá vida longa.
O comportamento dinâmico promete ser auxiliado por suspensão a ar adaptativa e por freios com discos carbono-cerâmicos fornecidos pela Brembo, escondidos atrás de rodas forjadas que reinterpretam o clássico formato “telefone”, agrupando os elementos vazados em esquema 2+2+2 para cortar o fluxo de ar e reduzir massa suspensa.
A cabine mergulha na temática do vermelho que dá nome ao carro. Os materiais vão do couro nubuck forrado à mão a um tecido de monofilamento tracionado vindo de roupas de vela de alta performance. A marca experimentou aplicar resinas avermelhadas sobre fibra de carbono reciclada para compor os acabamentos do console.
Na interação com o motorista, o conceito introduz direção por fio (steer-by-wire), que elimina a coluna mecânica e conecta eletronicamente o volante às rodas. Será a mesma tecnologia antecipada em outro modelo exibido no evento e que estará na nova geração do referido compacto.
“Cannocchiale Vivente”
O tradicional quadro de instrumentos de duplo canhão evoluiu para clusters digitais com cinemática móvel: em modo urbano mantêm formato convencional; conforme o motorista exige mais velocidade e aciona modos de pista, as duas telas se fundem fisicamente em apenas uma no centro, eliminando informações secundárias e priorizando a condução. O Cuorerosso será mostrado ao público durante o Salão de Paris.
