Nos últimos dois dias, forças ucranianas e russas realizaram uma troca de ataques contra embarcações no Mar Negro e no Mar de Azov. Drones ucranianos atingiram 13 embarcações russas, conforme informou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026.
Em resposta, o Ministério da Defesa da Rússia também declarou que suas forças atacaram portos ucranianos e infraestrutura militar na região de Odessa. De acordo com a informação russa, duas embarcações navais da Ucrânia foram atingidas durante os ataques, além de instalações portuárias que eram utilizadas para descarregar e armazenar cargas militares. O ministério ainda mencionou que tanques de armazenamento de combustível e lubrificantes no porto de Odessa também foram alvos dos ataques.
“Estou entregando ao meu sucessor um exército que não apenas mantém a defesa, mas que também está na ofensiva”, destacou Oleksandr Syrskyi, comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, ao confirmar a retomada de 700 km² de território ucraniano neste ano.
A mudança de liderança nas Forças Armadas ucranianas se deu após a indicação do jovem major-general Mykhailo Drapatyi para substituir Syrskyi, que ocupou o cargo desde o início de 2024. Essa troca ocorre em um contexto de protestos nas ruas e após a saída do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, em uma ampla reformulação do governo ucraniano.
Syrskyi, que teve um papel importante na defesa de Kiev nos primeiros dias da guerra e na contraofensiva que recuperou áreas na região de Kharkiv em 2022, enfrentou críticas por sua abordagem de comando, considerada rígida por alguns militares. Ele destacou seu histórico de sucessos, incluindo a interrupção de uma ofensiva russa em Kharkiv e uma operação na região russa de Kursk em 2024.
Em meio a esse cenário de conflitos, a Ucrânia também enfrenta uma grave crise demográfica, com um aumento no número de viúvas e órfãos como resultado da guerra.
