O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, declarou que sua equipe não está atenta à histórica rivalidade com a Argentina antes da semifinal da Copa do Mundo, que ocorrerá hoje, às 16h (de Brasília). Tuchel enfatizou que o foco está exclusivamente no jogo, sem se deixar levar pelos episódios marcantes que envolvem o confronto entre as duas seleções.
Este duelo reúne duas das camisas mais tradicionais do futebol mundial e representa um dos confrontos mais emblemáticos da história das Copas. Apesar disso, Tuchel garantiu que a preparação da Inglaterra se concentrou apenas no desafio esportivo.
“Eu diria que isso é irrelevante, mas não tenho certeza absoluta. Os jogadores sabem muito bem o que esse confronto representa para os dois países. Quando um duelo produz tantos momentos icônicos, não dá para dizer que é apenas mais um jogo. Mas, como treinador, focamos apenas naquilo que podemos controlar,”
afirmou o técnico em coletiva. Ele também comentou que a comissão técnica evita abordar episódios históricos para não aumentar a pressão sobre o elenco.
“Não falamos sobre os acontecimentos do passado nem sobre os momentos históricos. O jogo, por si só, já é grande o suficiente,”
completou. Tuchel destacou que a estratégia é simplificar as orientações à medida que a tensão aumenta pela vaga na final, contra a Espanha.
“Quanto maior o palco, maior é a tensão. Esperamos transmitir mensagens simples para que os jogadores consigam executá-las da melhor maneira,”
disse. A Inglaterra busca a sua primeira final de Copa do Mundo desde 1966, quando conquistou seu único título. Apesar da longa espera, Tuchel não acredita que exista um peso histórico sobre a seleção.
“Não sinto esse peso. Claro que amanhã haverá nervosismo e tensão, isso é normal em partidas como essa. O que mais gostei nos últimos dias foi ver os jogadores muito competitivos, empolgados e com muita vontade de disputar essa partida,”
comentou. Questionado sobre Lionel Messi, Tuchel fez elogios ao capitão argentino e ressaltou a necessidade de neutralizar sua influência no jogo.
“Quando Messi recebe a bola, todo o movimento da equipe começa. A qualidade técnica dos passes e da construção das jogadas está no mais alto nível. Há muitas coisas com as quais precisamos nos preocupar, mas estamos aqui para impor nossa maneira de jogar e explorar nossos pontos fortes,”
observou. Ele também minimizou a possibilidade de ser o primeiro técnico estrangeiro a conquistar uma Copa do Mundo por outra seleção.
“Não penso dessa forma. Não estabeleço esse tipo de objetivo. Apenas amo o que faço e sou grato pela oportunidade,”
disse. Por fim, o treinador destacou o papel da Copa do Mundo na união dos torcedores.
“É para isso que serve uma Copa: empolgar um país, unir as pessoas, fazê-las esquecer seus problemas por 90 ou 120 minutos e permitir que se sintam representadas por sua seleção. Há muito o que admirar nesta equipe da Inglaterra, e fico feliz que as pessoas enxerguem isso,”
