O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao Irã nesta quarta-feira (8), chamando o país de “pessoas más e doentes”. As declarações ocorreram em um momento de crescente tensão entre Washington e Teerã, com o acordo preliminar entre as nações apresentando sinais de colapso.
Durante a abertura da cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Turquia, Trump se referiu ao Irã como “jogadores sujos” devido aos ataques a embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, que ele considera uma violação do cessar-fogo. Essas declarações foram feitas após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciar ataques a alvos militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, como resposta aos bombardeios americanos em território iraniano.
“Estamos perdendo tempo” ao dialogar com o Irã, disse Trump, enfatizando sua preferência por ações militares em vez de uma abordagem diplomática. Ele declarou: “Precisamos eliminar esse câncer, e sabem o que se faz? É preciso cortar o câncer cedo. É assim que eu vejo isso”.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também se manifestou a favor das ações militares dos Estados Unidos. Em declarações a jornalistas antes da cúpula, Rutte ressaltou que as recentes ações foram “absolutamente necessárias”, destacando a importância de uma resposta firme diante da violação do cessar-fogo pelo Irã. “Quando há um cessar-fogo e o Irã basicamente o está violando, vimos o que aconteceu ontem com os ataques a navios”, disse ele.
Por outro lado, Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, destacou as violações do acordo de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos. Em uma publicação nas redes sociais, Ghalibaf criticou o governo americano por não cumprir o acordo ao violar os “ajustes iranianos no Estreito de Ormuz” e por continuar com as “ameaças persistentes de novos ataques”.
O representante iraniano também listou as violações, incluindo o restabelecimento das sanções ao petróleo e os ataques ao sul do Irã, além da “continuação da agressão sionista”. A tensão entre os países se intensifica, refletindo um cenário complexo nas relações internacionais.
