O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou oficialmente nesta sexta-feira (10) que o cessar-fogo com o Irã chegou ao fim. O anúncio foi feito por meio de uma postagem na rede Truth Social.
Na publicação, Trump destacou que o Irã havia solicitado a continuidade das “conversas” após uma série de ataques ocorridos nesta semana, mas deixou claro que a pausa no conflito não está mais em vigor. “Concordamos com isso, mas os Estados Unidos deixaram claro para eles, sem rodeios, que o cessar-fogo ACABOU!”, enfatizou o presidente.
Antes do anúncio de Trump, uma autoridade americana havia mencionado que a estratégia do governo era realizar ataques e, em seguida, pausar as operações militares para evitar uma escalada do conflito e permitir que a diplomacia fosse retomada. Um diplomata informou que negociadores do Catar, em colaboração com os Estados Unidos, viajaram ao Irã para dialogar com autoridades locais.
A troca de ataques que resultou no fim do cessar-fogo ocorreu na terça-feira (7), quando o Irã disparou contra três embarcações comerciais em águas territoriais de Omã, próximas ao Estreito de Ormuz. Uma autoridade americana chamou os ataques de “grave violação” do acordo estabelecido com os EUA.
Como resposta, os Estados Unidos decidiram restabelecer as sanções às vendas de petróleo iraniano, o que levou a um aumento de mais de 5% no preço do petróleo Brent na mesma terça-feira.
O alívio das sanções era uma das principais concessões oferecidas ao regime iraniano em troca da reabertura da hidrovia. Após os ataques, as forças americanas bombardearam aproximadamente 170 alvos no Irã em um intervalo de dois dias.
Em contrapartida, a Guarda Revolucionária iraniana declarou ter realizado ataques contra duas bases americanas no Kuwait e duas no Bahrein, conforme um comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB. Durante as ações no Kuwait, houve interceptações que resultaram em um ferido, assim como na Jordânia.
Esses acontecimentos refletem um aumento das tensões na região e a complexidade das relações entre os Estados Unidos e o Irã, que continua a ser um tema sensível na política internacional.
