A unidade de Indaiatuba encerra as portas em 30 de junho. Local produziu mais de 1 milhão de Corollas e os primeiros híbridos flex do mundo.
A Toyota confirmou que encerrará as operações de sua fábrica em Indaiatuba, São Paulo, no dia 30 de junho. Após quase três décadas de funcionamento, a unidade foi responsável pela fabricação dos primeiros carros híbridos flex do mundo e pela montagem de mais de 1 milhão de Corollas.
A decisão de fechar a planta faz parte da estratégia da montadora de concentrar suas linhas de produção em um único local, visando aumentar a eficiência operacional e reduzir custos logísticos. Essa mudança é importante para que a Toyota alcance suas metas globais de sustentabilidade e eletrificação.
Inaugurada em 1998, a fábrica de Indaiatuba empregava cerca de 1,5 mil trabalhadores. Apesar do fechamento, a Toyota deixou claro que não está enfrentando dificuldades no mercado. A empresa anunciou um plano de investimentos de R$ 11 bilhões no Brasil até 2030, com foco na expansão da unidade de Sorocaba e na introdução de novos modelos híbridos.
Para mitigar os impactos sociais do fechamento, a Toyota firmou um acordo com o sindicato local. Os funcionários que optaram pela demissão voluntária receberão uma indenização correspondente a 45 salários. Aqueles que escolherem se transferir para a unidade de Sorocaba terão estabilidade no emprego garantida até 2029.
Adicionalmente, os funcionários que não se mudarem de cidade receberão dois salários extras e um bônus de R$ 15 mil, enquanto os que decidirem se mudar ganharão um incentivo equivalente a 2,4 salários. De acordo com Evandro Maggio, presidente da Toyota no Brasil, a nova estrutura em Sorocaba absorverá todos os interessados na transferência. Já foram geradas quase duas mil novas vagas diretas, e o sindicato estima que até 8 mil novos postos de trabalho poderão ser criados na região.

