Itabaiana · segunda-feira · 05 de outubro de 2026
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Na véspera do confronto entre Marrocos e França pelas quartas de final da Copa do Mundo, a tensão fora de campo foi palpável. Durante a coletiva de imprensa realizada no estádio de Boston, jornalistas marroquinos protestaram quando perceberam que a entrevista do técnico Didier Deschamps seria encerrada sem que nenhum deles tivesse a oportunidade de fazer perguntas.

Deschamps falou por cerca de 20 minutos, dentro do protocolo da FIFA, enquanto a assessoria da Federação Francesa de Futebol priorizou repórteres franceses. Apenas uma pergunta em espanhol e outra em inglês foram aceitas. Quando a coletiva foi dada como encerrada, os jornalistas marroquinos expressaram sua insatisfação em voz alta.

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“Se 50 levantam a mão, eu não posso responder 50 perguntas”, disse Deschamps, visivelmente incomodado, ao retornar para responder mais uma questão antes de se retirar.

O técnico justificou sua saída, mencionando o longo trajeto de volta ao hotel e a necessidade de se preparar com os jogadores para o treinamento. Após a breve discussão, Deschamps se despediu dos jornalistas e deixou o local.

O duelo entre Marrocos e França ocorrerá hoje, às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, nos Estados Unidos. A equipe vencedora se enfrentará na semifinal contra Espanha ou Bélgica. Este confronto é uma reedição da semifinal do Mundial de 2022, onde a França venceu Marrocos por 2 a 0, eliminando a equipe africana. Agora, os marroquinos têm a chance de buscar a revanche.

A França está em busca da terceira final consecutiva de Copa do Mundo, um feito que apenas o Brasil conseguiu. Por outro lado, Marrocos pode se tornar a primeira seleção africana a alcançar duas semifinais na história do torneio.

A rivalidade entre as seleções vai além do futebol, com laços históricos que datam do período em que parte do Marrocos foi um protetorado francês entre 1912 e 1956. Atualmente, ambos os países europeus possuem grandes comunidades de origem marroquina. Essa conexão é visível nos elencos, pois 29 jogadores nasceram na França, sendo que seis deles jogam pela seleção marroquina.

No que diz respeito às escalações, o técnico marroquino Mohamed Ouahbi enfrenta incertezas no ataque, especialmente com a condição de Saibari, que saiu do jogo contra o Canadá com dores musculares. Na França, Deschamps também tem dúvidas, principalmente sobre a participação de Tchouameni, que se recupera de uma lesão muscular, e a disputa pela última vaga no ataque entre Bradley Barcola e Desiré Doué.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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