A técnica de enfermagem Auricélia Rocha foi presa após tentar sequestrar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI). O incidente ocorreu em 6 de julho e chamou atenção nacional quando as imagens foram exibidas no programa “Fantástico” no último domingo (12/7).
Segundo informações da Polícia Civil, Auricélia tinha um quarto completamente preparado para receber o bebê, com fraldas, roupas, uma banheira e um berço. Os familiares dela acreditavam que a mulher estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação. Durante o depoimento, Auricélia optou por permanecer em silêncio.
“Ela foi abordada pela equipe logo após receber alta e já foi trazida para a delegacia”, afirmou o delegado Hugo Alcântara.
As câmeras de segurança do hospital registraram a tentativa de sequestro, mostrando Auricélia caminhando com a bebê nos braços por volta das 13h40. Logo depois, ela foi vista sem a criança, mas com uma bolsa grande. A atitude suspeita chamou a atenção de Daniela, tia da recém-nascida, que decidiu segui-la. Ao sair do banheiro, Auricélia já estava vestindo roupas diferentes e, após Daniela verificar a bolsa, encontrou a sobrinha dentro dela. A tia acionou imediatamente os profissionais da maternidade.
A defesa de Auricélia informou que ela foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos e fazia uso de medicamentos psiquiátricos, o que comprometeria sua compreensão sobre a gravidade dos fatos. Entretanto, o delegado Hugo Alcântara destacou que a investigação não considera a hipótese de insanidade mental. Após o crime, Auricélia foi internada no Hospital Areolino de Abreu, especializado em psiquiatria, no dia seguinte, 7 de julho, e recebeu alta um dia depois, antes de ser presa.
A técnica de enfermagem trabalhava na maternidade há mais de dois anos, mas não estava de serviço no dia do incidente. Ela entrou na unidade uniformizada e informou à tia da criança que levaria a bebê para exames de rotina. A defesa manifestou respeito pela família da recém-nascida e pelos profissionais envolvidos, mas enfatizou a importância de considerar a condição de saúde mental da acusada.
A defesa também protocolará um pedido de revogação da prisão preventiva, alegando que a manutenção da custódia deve ser reavaliada com base nos documentos médicos apresentados. É importante ressaltar que essa iniciativa não busca minimizar a gravidade dos fatos, mas assegurar que o processo penal respeite os direitos fundamentais da investigada, incluindo o acesso a tratamento médico adequado.




