A Sony Interactive Entertainment anunciou que, a partir de 2028, interromperá a produção de discos para PlayStation, o que gerou uma forte repercussão negativa no México. Em resposta, autoridades políticas do país decidiram agir contra a prática. A deputada federal Iraís Reyes e o senador Luis Donaldo Colosio apresentaram uma queixa formal à Comissão Nacional Antitruste, denunciando a intenção da empresa japonesa como uma “prática anticompetitiva” na indústria de jogos eletrônicos.
Os políticos expressaram preocupação com o potencial de criação de um monopólio, o que contraria a Lei Federal de Concorrência Econômica do México. Eles afirmam que essa movimentação pode reduzir a competição, aumentar os custos e proporcionar à Sony um controle maior sobre o mercado.
“Se os discos desaparecerem, qualquer um que possui um PlayStation não poderá mais escolher onde comprar seus games e será forçado a adquiri-los de forma exclusiva pela loja da Sony”, afirmou Reyes.
A denúncia busca esclarecimentos sobre a decisão da gigante japonesa, uma vez que a adoção das mídias digitais como única opção para a compra de jogos impacta negativamente tanto consumidores quanto lojistas, além de afetar toda a cadeia indireta, incluindo distribuidoras e transportadoras.
O senador Luis Donaldo Colosio também levantou uma questão que preocupa muitos fãs: a posse dos games adquiridos digitalmente. Ele alertou para uma “manobra” que pode dar à Sony controle total sobre o serviço.
“Os consumidores vão deixar de ser verdadeiros proprietários de seus videogames. Com os jogos digitais, você não compra mais um título no sentido tradicional — você adquire uma licença, o que significa que o acesso ao conteúdo depende inteiramente das condições estabelecidas pela empresa”, disse o senador.
O movimento do México é significativo, especialmente por se assemelhar a ações que estão sendo tomadas nos Estados Unidos. No Brasil, outros políticos também estão se mobilizando para evitar o monopólio da Sony. Recentemente, a deputada federal Erika Hilton registrou uma ação nos órgãos de defesa do consumidor para investigar a iniciativa no PlayStation.
Hilton argumentou que restringir a compra de jogos a 100% das plataformas digitais prejudicaria o mercado brasileiro e violaria direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor. No Reino Unido, uma associação de lojistas também emitiu uma reclamação pública contra a Sony, o que pode levar a uma mobilização política no país.
Com o fim da mídia física no PlayStation, os impactos para os consumidores podem ser significativos. É importante estar atento às mudanças que o novo projeto da fabricante pode trazer, mesmo para quem joga em outros consoles.
