Itabaiana · terça-feira · 27 de outubro de 2026
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Equipe da Chalmers desenvolveu um sistema de gestão que detecta e desconecta células com falha, mantendo módulos operando. Segundo os pesquisadores, a técnica pode prolongar até 20% a autonomia e a vida útil das baterias.

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, desenvolveram uma arquitetura inteligente de gerenciamento que isola células de bateria defeituosas, o que seria capaz de estender a vida útil de baterias de carros elétricos em até 20%.

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As baterias usadas em veículos elétricos são formadas por várias células, muitas vezes agrupadas em módulos. Quando uma única célula apresenta defeito ou capacidade reduzida, todo o conjunto tende a nivelar seu desempenho pelo menor denominador comum, diminuindo a autonomia do veículo. A proposta dos pesquisadores atua sobre esse ponto: em vez de permitir que células degradadas prejudiquem o módulo inteiro, o sistema reconfigura as conexões eletrônicas para desviar das células desgastadas.

Segundo o estudo, essa lógica de ‘seleção natural’ faz com que o gerenciamento extraia força e recarregue somente os elementos que ainda estão em condições perfeitas de operação. Na prática, o módulo de controle eletrônico do carro seria capaz de contornar falhas pontuais sem exigir intervenção técnica imediata ou a substituição de toda a bateria.

Essa arquitetura de comunicação entre células tende a elevar os custos iniciais de fabricação, mas as estimativas apontam que a redução do custo total de propriedade pode tornar a solução economicamente viável em escala, especialmente para frotistas. Além disso, haveria ganhos de sustentabilidade ao adiar a reciclagem e a retirada prematura de materiais críticos, evitando o descarte de baterias antes do fim real de sua utilidade.

Como exemplo prático, os universitários suecos estimaram que um veículo elétrico com bateria de 80 kWh e passeio médio anual de 12.000 km, cuja durabilidade projetada seja de 10 anos, ganharia um fôlego extra de 14 meses e 14.000 km se a solução fosse adotada. Esse ganho representa, na projeção do estudo, um aumento de até 20% na vida útil total da bateria.

A solução ainda está em fase experimental em laboratório e depende da aprovação dos custos por parte das montadoras para ir à produção. De olhos nos temores pós-garantia de oito anos, o controle inteligente das células surge como uma alternativa concreta para a próxima geração de veículos elétricos alcançar maior durabilidade sem troca prematura dos módulos.

Em resumo, a arquitetura proposta prioriza o isolamento de células com desempenho inferior, busca manter a autonomia do veículo por mais tempo e pretende reduzir impactos econômicos e ambientais associados à substituição antecipada de baterias.

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