A rota sul de Omã, que passa pelo Estreito de Ormuz, continua disponível para navegação em ambas as direções, mesmo após alegações do Irã de que a via estava fechada. Essa informação foi confirmada pelo JMIC (Centro Conjunto de Informações Marítimas), que é supervisionado pela Marinha dos Estados Unidos.
Em um comunicado divulgado neste domingo, o JMIC afirmou:
“As forças dos Estados Unidos estão preparadas para manter a liberdade de navegação e proteger o comércio legítimo em conformidade com o direito internacional. A rota sul do Estreito permanece aberta.”
Apesar da confirmação sobre a abertura da rota, o JMIC destacou que o nível de ameaça à segurança na área continua sendo considerado “severo”. Essa situação se agrava em um contexto de tensões na região, onde o tráfego marítimo é crucial para a economia global.
No mesmo dia, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que havia fechado o Estreito, afirmando que disparou um tiro de advertência contra uma embarcação que tentava cruzar a via navegável sem autorização. Essa ação provocou uma resposta das Forças Armadas dos EUA, que relataram ter atingido cerca de 140 alvos iranianos em ataques realizados durante a madrugada deste domingo.
O CENTCOM (Comando Central dos EUA) declarou que os disparos foram uma resposta a um ataque que havia ocorrido contra um navio porta-contentores que cruzava o Estreito de Ormuz. Este estreito é conhecido por sua importância estratégica, pois é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, e qualquer interrupção em sua operação pode ter efeitos significativos na economia global.
Com a situação se desenrolando, a comunidade internacional continua a observar de perto os desdobramentos na região, uma vez que a segurança marítima é vital para garantir o fluxo comercial e a estabilidade econômica.
