Metal Hammer revisita discos que, à época, foram rotulados como fracassos. Mudanças de direção e experimentação podem ter ofuscado trabalhos de Slayer, Iron Maiden, Metallica e outros — vale ouvir de novo.
A Metal Hammer revisitou 11 álbuns que, ao longo do tempo, foram tratados como decepções na trajetória de nomes importantes do heavy metal. A proposta partiu da ideia de que nem sempre um disco rotulado como ruim o é de fato: mudanças de direção, experimentação e a aproximação com tendências de época costumam provocar reações negativas entre fãs, sobretudo em gêneros com audiências muito apaixonadas e expectativas definidas.
A seleção reuniu trabalhos de Slayer, Iron Maiden, Metallica, Guns N’ Roses, Judas Priest, Megadeth, Morbid Angel, Paradise Lost, KoRn, Machine Head e Suicide Silence. Em comum, os discos têm elementos que frequentemente geram resistência: tentativa de renovar o som, aproximação de modismos ou propostas distintas da identidade que o público esperava.
A iniciativa da revisão buscou questionar se a reputação negativa construída ao redor desses álbuns foi maior do que os problemas que realmente apresentam. A lista foi apresentada sem ordem de colocação, e a abertura ficou com um disco bastante controverso entre os citados.
Discos citados
- Diabolus In Musica (1998) — Slayer
O álbum foi destacado por sua controvérsia, lançando-se em um momento de ascensão do nu metal, quando novas sonoridades começavam a ocupar parte do público jovem. - No Prayer for the Dying (1990) — Iron Maiden
O disco apareceu na seleção em contexto: chegou depois de uma sequência de álbuns progressivamente mais ambiciosos, como Powerslave (1984), Somewhere in Time (1986) e Seventh Son of a Seventh Son (1988), que expandiram as dimensões das composições da banda. - Lulu (2011) — Metallica e Lou Reed
- Catharsis (2018) — Machine Head
- Chinese Democracy (2008) — Guns N’ Roses
- Host (1999) — Paradise Lost
- Illlud Divinum Insanus (2011) — Morbid Angel
- The Path of Totality (2011) — KoRn
- Suicide Silence (2017) — Suicide Silence
- Risk (1999) — Megadeth
- Nostradamus (2008) — Judas Priest
Os trabalhos listados ilustram diferentes momentos em que bandas consolidadas optaram por caminhos menos previsíveis. Em alguns casos, a mudança buscou diálogo com tendências contemporâneas; em outros, tratou-se de experimentações que se distanciaram do som pelo qual as bandas eram mais conhecidas. A revisão sugeriu que, além dos defeitos apontados à época, vale reconsiderar o contexto e a intenção artística por trás desses lançamentos.
Ao reunir esses 11 discos, a proposta foi provocar o público a reavaliar impressões antigas e, se for o caso, dar uma segunda chance a trabalhos que sofreram rejeição inicial por razões que às vezes iam além do conteúdo musical.
