Itabaiana · sexta-feira · 02 de outubro de 2026
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Os recentes reajustes nas tarifas de energia elétrica, aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2026, prometem afetar significativamente os custos de produção no agronegócio brasileiro. Em diversos Estados, os produtores rurais enfrentarão aumentos que variam entre 3% e 23% para os consumidores atendidos em baixa tensão, o que elevará os custos em atividades que dependem fortemente de energia, como irrigação, armazenagem de grãos, avicultura, suinocultura, pecuária leiteira, piscicultura e agroindústrias.

No Paraná, o reajuste da Copel foi de 20,51%, um índice que ultrapassa até mesmo o que havia sido inicialmente proposto pela agência reguladora. O Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) classificou esse aumento como ‘abusivo’ e já iniciou mobilizações políticas para tentar reverter a decisão.

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“O índice de reajuste que a Aneel está aprovando é ainda maior que a proposta inicial, que já era absurda. Vamos trabalhar para reverter essa decisão”, afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

A entidade ressaltou que o aumento ocorre em um período em que os produtores já enfrentam interrupções frequentes no fornecimento de energia, causando prejuízos significativos devido a apagões no meio rural. A FAEP também planeja contatar o senador Sergio Moro para buscar alternativas que possam reduzir o impacto do reajuste.

As audiências públicas realizadas em Curitiba e Brasília mostraram que os representantes do setor agropecuário estão preocupados com os danos causados pelas constantes oscilações e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Os produtores relatam perdas de produção, danos em equipamentos e paralisações em sistemas de irrigação e ordenha, além de prejuízos em granjas e aviários.

Enquanto isso, a Copel obteve um lucro líquido de R$ 2,66 bilhões em 2025. “Não podemos aceitar que o produtor rural passe a pagar ainda mais por uma luz que muitas vezes não chega. A Aneel acaba premiando um serviço que continua apresentando graves problemas”, destacou Meneguette.

O reajuste no Paraná é um dos maiores do país e agrava um cenário de perda de competitividade para atividades que dependem de energia de forma contínua. Entre essas atividades estão: sistemas de irrigação, secagem e armazenagem de grãos, produção de leite, confinamentos, avicultura, granjas de suínos e piscicultura.

A FAEP defende que qualquer reajuste tarifário deve estar condicionado a melhorias na qualidade do fornecimento, algo que não ocorreu até o momento. Em São Paulo, o aumento médio para consumidores rurais da Enel será de 10,18%, sendo 8,85% específico para a baixa tensão. No interior paulista, a CPFL Santa Cruz enfrentará um aumento de 18,89%, com 22,85% para consumidores rurais de baixa tensão.

No Mato Grosso do Sul, a Energisa registrou um reajuste médio de 12,11%, sendo 11,98% para a baixa tensão. Já em Mato Grosso, o reajuste médio aprovado foi de 6,86% para os consumidores rurais.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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