O rádio, que durante décadas foi o protagonista das grandes coberturas esportivas, está perdendo sua identidade e importância. Na atual Copa do Mundo, enquanto a televisão luta intensamente pela audiência, o rádio passa quase despercebido, algo que antes seria inimaginável.
O interesse em se transformar em televisão tem levado o rádio a repetir os piores aspectos da programação esportiva televisiva: muito falatório, análises exageradas e pouco conteúdo informativo. Historicamente, o rádio sempre soube se diferenciar, apostando em agilidade, ousadia e uma relação próxima com o ouvinte, características que o tornavam relevante, mesmo com a presença crescente da televisão.
Atualmente, parece que a busca por se alinhar ao modelo televisivo, ao invés de ser benéfica, tem causado prejuízos. A presença de câmeras nos estúdios e a preocupação em transformar tudo em vídeo desviam o foco do que sempre foi a principal virtude do rádio: sua linguagem única.
A televisão transmite Copas do Mundo ao vivo desde 1970, mas, em outras épocas, isso não impediu que o rádio se destacasse. O que se observa agora é um fenômeno diferente, onde o rádio está abandonando suas características mais significativas.
Para resgatar a sua relevância, o caminho não é se parecer mais com a televisão, mas voltar a fazer o que sempre fez melhor.
Galvão Bueno, durante suas transmissões no SBT, tem se mostrado autêntico, criticando arbitragem e organização, expressando sua opinião sem filtros. Essa autenticidade, embora não garanta relevância, é um traço marcante.
A fragmentação dos direitos de transmissões esportivas transformou a simples tarefa de assistir a um jogo em um desafio, especialmente para torcedores mais velhos. Agora, é preciso descobrir em qual plataforma cada competição será exibida.
No mercado cada vez mais dividido, a facilidade de acesso não depende apenas da tecnologia, mas também da capacidade de guiar o público. Encontrar o jogo certo agora faz parte da experiência de assistir ao futebol, tanto na Copa do Mundo quanto em futuras competições.
Por fim, muitos se sentiram aliviados, enquanto outros decepcionados, com a confirmação de que não houve registros de eventos inusitados durante o jogo entre Brasil e Escócia, desmistificando previsões que circulavam nas redes sociais.
