Pesquisa do Ibre/FGV aponta recuo na produtividade por horas trabalhadas no 1º trimestre. Apesar do crescimento do PIB, especialistas alertam que o dado mascara fragilidades estruturais da economia brasileira.
Uma pesquisa realizada pelo Ibre/FGV revelou que a produtividade por horas trabalhadas no Brasil recuou no primeiro trimestre deste ano. Esse cenário preocupante leva o país a cair sete posições no ranking mundial de competitividade.
Gilvan Bueno, colunista do CNN Money, comentou sobre a situação em uma entrevista ao programa CNN Prime Time. Ele destacou que o crescimento do PIB brasileiro, embora inconsistente, pode mascarar a verdadeira questão: a falta de força produtiva no país. Para ele, a aparente expansão econômica não traduz um avanço real na capacidade produtiva nacional.
“Nos últimos 40 anos, o Brasil tem um PIB que vem caindo, não tem um crescimento constante”, afirmou.
Segundo Bueno, a contradição que o Brasil enfrenta é clara: enquanto a competitividade e a produtividade diminuem, o PIB continua a mostrar crescimento. Ele atribui boa parte desse crescimento ao agronegócio, que transforma o Brasil em um grande produtor de commodities, mas sem conseguir atrair e reter talentos ou gerar maior produtividade.
O comentarista também observou que o PIB brasileiro é influenciado por muitos fatores, como transferências de renda e isenções tributárias. Essas condições são favoráveis a alguns setores produtivos, mas não proporcionam um crescimento constante e sustentável. Ele concluiu que, apesar do crescimento numérico, a economia brasileira ainda enfrenta desafios significativos para se tornar mais competitiva globalmente.
