Itabaiana · terça-feira · 06 de outubro de 2026
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A produção brasileira de azeite de oliva alcançou um novo recorde em 2026, totalizando 1,4 milhão de litros, conforme levantamento do Ibraoliva (Instituto Brasileiro de Olivicultura). Este volume representa um crescimento impressionante de 496,7% em relação aos 240,3 mil litros registrados em 2025, um ano que foi marcado por condições climáticas desafiadoras. Além disso, a produção atual supera em 123,9% a marca histórica anterior de 640,2 mil litros, que havia sido obtida em 2023.

O estado do Rio Grande do Sul foi o principal responsável por esse resultado, respondendo por cerca de 82% da produção nacional, com uma colheita de 1,17 milhão de litros de azeite. Essa cifra representa um aumento de 514,8% em comparação a 2025 e uma elevação de 101,6% em relação ao recorde estadual de 2023.

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Na sequência, aparecem a região da Mantiqueira com 250 mil litros, seguida por Santa Catarina com 10 mil litros, Paraná com 2,5 mil litros e Espírito Santo com 1,5 mil litros. Segundo o Ibraoliva, o desempenho da produção reflete tanto a recuperação após a safra prejudicada pelo clima em 2025 quanto a evolução técnica da cadeia produtiva da olivicultura.

A vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves, comentou sobre o avanço da produção: ‘Essa é uma conquista conjunta, construída com a organização dos produtores e a parceria entre instituições públicas e iniciativa privada. Temos avançado no manejo, compreendido melhor os efeitos das condições climáticas e trabalhado para produzir azeites de qualidade.’

Ela também ressaltou que o crescimento da olivicultura está impulsionando a economia das regiões produtoras, estimulando atividades ligadas ao turismo rural e ao processamento das azeitonas. ‘O Rio Grande do Sul concentra a maior área plantada e uma produção expressiva. Quando uma região se torna exemplo de produção, ela agrega valor para toda a comunidade, movimenta o município e cria oportunidades ligadas ao turismo’, afirmou Solange.

O estado conta atualmente com cerca de 390 produtores e 31 lagares, que são as unidades responsáveis pelo processamento das azeitonas e pela extração do azeite, consolidando-se como o principal polo da olivicultura brasileira. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do estado, Marcio Madalena, também comentou sobre o resultado: ‘Superamos as expectativas do setor, que projetava uma produção inferior a 1 milhão de litros.’

Ele destacou ainda que o crescimento da atividade está em sintonia com o reconhecimento internacional que os azeites gaúchos vêm conquistando: ‘Ultrapassamos 1 milhão de litros justamente no momento em que começamos a acumular medalhas internacionais, consolidando o reconhecimento da qualidade do azeite de oliva gaúcho em nível global.’

A olivicultura comercial no Rio Grande do Sul começou a se estruturar por volta de 2005 e, em pouco mais de duas décadas, transformou o estado no principal produtor brasileiro de azeite de oliva. O setor atribui este avanço ao aprimoramento do manejo dos olivais, ao investimento em tecnologia e à atuação conjunta entre produtores, entidades representativas e o poder público.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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