O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, decidiu não comparecer à final da Copa do Mundo que ocorreu no último domingo. A ausência foi motivada por uma série de desentendimentos entre a UEFA e a FIFA, principalmente em relação a procedimentos disciplinares, logística de arbitragem e operações de jogo.
Um dos pontos centrais dessa disputa foi a decisão da FIFA de anular a aplicação de uma suspensão automática de um jogo para o atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, após ele ter recebido um cartão vermelho.
A questão gerou uma grande controvérsia, levando a UEFA a afirmar que a FIFA havia “cruzado uma linha vermelha”.
Outro fator que contribuiu para a ausência de Ceferin foi o caso do árbitro somali, Omar Abdulkadir Artan, que não pôde participar da Copa do Mundo devido à negativa de entrada nos Estados Unidos. Posteriormente, Artan foi escalado para apitar a Supercopa da UEFA entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, programada para agosto.
Além disso, os delegados europeus expressaram preocupação com a gestão geopolítica das partidas envolvendo o Irã e com as alterações operacionais implementadas para o torneio. Entre essas mudanças, destacam-se as paradas obrigatórias para hidratação e o intervalo de tempo regulamentar estendido na final, novas regras introduzidas pela FIFA nesta edição do Mundial.
No dia da final, a Espanha se consagrou campeã do mundo ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. Com esse resultado, a Espanha se tornou a primeira seleção a conquistar o título mundial sofrendo apenas um gol durante toda a competição.
