Um homem de 37 anos, cuja identidade não foi divulgada, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por supostamente aplicar golpes em pessoas que buscavam obter o visto americano para assistir à Copa do Mundo nos Estados Unidos. Até o momento, pelo menos duas pessoas foram vítimas do suspeito.
A investigação revelou que o indiciado criou uma estrutura empresarial com o objetivo de dar ares de legalidade ao seu esquema criminoso. De acordo com os policiais, ele apresentava um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) ativo, dados bancários de uma empresa e informações que pareciam ser de procedimentos consulares.
“A empresa existe desde 2022 e nós observamos que há registros de ocorrência, especialmente, concentrados no ano de 2026. Cerca de cinco ou seis registros com a mesma história”, afirmou Flávio Grossi, delegado da 4ª Delegacia Regional do Barreiro.
As investigações apontaram um caso em que uma das vítimas viajou até o Rio de Janeiro para uma entrevista no consulado. Ao chegar ao local, ela descobriu que o encontro nunca havia sido agendado. O prejuízo da vítima foi estimado em R$ 1.450, sem contar os gastos com hospedagem, passagens aéreas e a contratação de uma nova assessoria para conseguir o visto verdadeiro.
Outra vítima relatou ter pago cerca de R$ 1.500 ao suposto empresário e já havia reservado passagens aéreas e hospedagem para a retirada do visto em Brasília. No entanto, um dia antes da viagem, ela também se deu conta de que a entrevista não estava agendada.
Além de solicitar o indiciamento do suspeito, a polícia pediu à Justiça que suspenda temporariamente as atividades econômicas da empresa investigada e que o afastamento do indiciado de sua administração seja efetivado.
As investigações foram coordenadas pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, localizada na capital mineira. O inquérito já foi encaminhado à Justiça para análise e as providências judiciais necessárias.
A embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou uma nota informando que as informações sobre vistos estão disponíveis nos sites oficiais e aconselhou que os solicitantes consultem apenas fontes oficiais do governo dos EUA sobre o processo de visto.
