Itabaiana · quarta-feira · 30 de setembro de 2026
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25), uma operação para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao rombo financeiro da Americanas, uma das maiores empresas do varejo do Brasil. A ação envolve a execução de nove mandados de busca e apreensão, além de um pedido de bloqueio de cerca de R$ 54 bilhões. As operações estão sendo realizadas nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

No foco da investigação estão acionistas bilionários e executivos de instituições financeiras. Entre os alvos da operação estão:

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Alexandre Abdo — executivo do Santander;

André Almeida — executivo do Santander;

Carlos Alberto Sicupira — acionista da Americanas;

Carlos Henrique Villela Pedras — executivo do Bradesco;

Eduardo Saggioro — ex-integrante do conselho da Americanas;

Gustavo Balassiano — executivo do Itaú;

José Rudge — executivo do Itaú;

Paulo Alberto Lemann — ex-conselheiro da Americanas e filho de Jorge Paulo Lemann;

Sérgio Rial — ex-CEO da Americanas e ex-CEO do Santander.

Atualmente, a Americanas está passando por um processo de recuperação judicial, após ter registrado um rombo de R$ 20 bilhões. Essa operação é um desdobramento de investigações anteriores, que já vinham sendo conduzidas desde 2024. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A Americanas, por meio de uma nota, afirmou que não é alvo da operação e que “seguirá colaborando com as investigações, sendo a maior interessada no esclarecimento dos fatos”. A empresa também ressalta sua disposição para cooperar com as autoridades.

Até o momento, a Polícia Federal tenta contato com os investigados, mas não obteve resposta. O espaço para manifestações e esclarecimentos segue aberto. Ao longo dos anos, as fraudes na Americanas foram objeto não só de investigações independentes, mas também de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional.

De acordo com as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de fraudes contábeis que ocorreram ao longo dos anos, especialmente em relação a operações de risco sacado e contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que supostamente foram contabilizados sem o devido lastro econômico.

As apurações indicam, em tese, indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.

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