Itabaiana · domingo · 13 de setembro de 2026
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A epidemia na República Democrática do Congo já causou mais de 2.516 mortes, segundo levantamento de 20 de agosto. No Angelus de 23/08, o Papa pediu orações e uma resposta coordenada da comunidade internacional.

O surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) vem crescendo cada vez mais e já provocou grande número de vítimas. Até o momento, mais de 2.516 pessoas morreram contaminadas pela doença, segundo levantamento divulgado no último dia 20 de agosto.

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Em razão da epidemia, o Papa Leão XIV pediu orações pela população da RDC e solicitou uma resposta coordenada da comunidade internacional. O pedido foi feito aos fiéis neste domingo (23), ao final da oração mariana do Angelus, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano.

“Queridos irmãos e irmãs, nas minhas orações, recordo frequentemente a República Democrática do Congo, especialmente devido à propagação da epidemia de Ebola, que, infelizmente, está causando muitas vítimas. Encorajo uma resposta por parte da comunidade internacional, que envolva também as comunidades locais no trabalho de prevenção para salvar muitas vidas humanas”

Além do apelo por orações, o Pontífice pediu que haja uma resposta internacional voltada a ações de prevenção que possam reduzir o número de vítimas na RDC. A declaração destacou a importância de envolver comunidades locais nesses esforços de saúde pública.

Especialistas e instituições de saúde acompanham a evolução do surto. De acordo com os dados citados em análises recentes, o surto na RDC é o mais letal da história do país e também o segundo maior já registrado globalmente. Autoridades de saúde alertaram que a doença está avançando de “forma exponencial” e que este surto se espalha mais rapidamente do que epidemias anteriores do vírus.

Segundo informações técnicas, o agente responsável pela contaminação nesta onda é o vírus Bundibugyo, para o qual não há vacinas ou tratamentos específicos aprovados. Este episódio é o 17º surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. Diferentemente de surtos anteriores, esta epidemia ultrapassou a marca de mil casos confirmados em cerca de 40 dias após o início da resposta — um ritmo bem mais acelerado que em 2018, quando demorou aproximadamente 235 dias para atingir número semelhante de casos.

O surto atinge sobretudo o nordeste da República Democrática do Congo e também alcançou Kampala, capital de Uganda, país vizinho. Em Uganda, não há relatos de transmissão comunitária e o último caso relatado no país foi confirmado no dia 21 de junho, em um episódio relacionado a uma viagem à República Democrática do Congo. Ao todo, Uganda registrou, até o momento, 20 casos da doença, dos quais duas pessoas morreram.

O cenário segue em evolução, com apelos por coordenação internacional, prevenção local e acompanhamento constante das autoridades de saúde para tentar conter a propagação do vírus e reduzir o número de vítimas.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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