Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou que não haverá novas eleições no país, visando impedir o retorno da oposição ao poder. Durante um evento em Manágua, em comemoração ao 47º aniversário da Revolução Sandinista, Ortega afirmou que os opositores estão “à espreita” e a maioria deles se encontra no exílio.

Ele declarou: “Eles gostariam de ganhar eleições para fazer negócio (ganhar dinheiro) com as escolas. Mas esqueçam isso: aqui não haverá mais eleições, para que eles não tentem, por esse caminho, tomar o governo, tomar o poder”. Ortega, que governa o país desde 2007, também anunciou que a Assembleia Nacional, controlada pelo governo, irá trabalhar na aprovação de leis para criar um bloqueio contra os “golpistas e traidores da pátria”.

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A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em novembro, mas reformas constitucionais implementadas no início de 2025 ampliaram o mandato presidencial para seis anos. Assim, as próximas eleições ocorreriam apenas em novembro de 2027. Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA criticou a criação do cargo de “copresidente” para Rosario Murillo, a vice-presidente e esposa de Ortega, afirmando que foi “inventado” sem legitimidade.

No discurso, Ortega também fez críticas ao governo dos Estados Unidos, especialmente em relação à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Ele acusou os EUA de querer “dominar os povos para roubar suas riquezas” e descreveu a operação militar em Caracas como uma “monstruosidade”.

Ortega ressaltou que políticos que atuam a serviço de potências estrangeiras são os mesmos que pedem intervenções militares em Cuba. Ele mencionou que há cubanos no exílio que solicitam ao governo dos Estados Unidos que invada Cuba.

A Nicarágua, que mantinha uma aliança com Caracas e Havana, tornou-se mais isolada após a intervenção dos EUA na Venezuela e a pressão contra Cuba. Ortega, que anteriormente tinha uma relação pacífica com a Casa Branca, também criticou Donald Trump em outras ocasiões.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se manifestou nesta terça-feira (21), afirmando que a Nicarágua vive uma ditadura e pediu ação da comunidade internacional. Segundo Rubio, a declaração de Ortega sobre a ausência de novas eleições evidencia a “verdadeira natureza autoritária” do governo nicaraguense. Ele ressaltou que o povo nicaraguense tem o direito de escolher seus próprios líderes por meio de eleições democráticas.

Rubio conclamou a comunidade internacional a se unir para demonstrar ao governo Ortega-Murillo que não é possível manter relações normais com outras nações enquanto se frustra os princípios fundamentais do hemisfério democrático.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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