Uma operação que investiga crimes relacionados à invasão de sistemas informatizados, acesso não autorizado a informações sigilosas e obstrução de investigações sobre o crime organizado foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, na manhã desta terça-feira, dia 23 de junho de 2026, no interior de São Paulo. Esta ação recebeu o nome de “Backdoor”.
Com o apoio da Polícia Militar, através do 11º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão temporária nas cidades de Taquaritinga e Jaboticabal. O foco da operação são advogados suspeitos de estarem envolvidos no esquema investigado.
Segundo o Ministério Público, as investigações revelaram que os suspeitos teriam acessado ilegalmente sistemas utilizados pelo Poder Judiciário, utilizando credenciais de um agente público de forma indevida.
Com esse acesso, os envolvidos puderam consultar processos que tramitavam sob sigilo e obter informações sobre medidas cautelares em andamento antes que estas fossem oficialmente divulgadas.
Os investigadores apontam que os dados sigilosos foram repassados a membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), incluindo indivíduos investigados por homicídios e outros crimes graves. Este vazamento de informações possibilitou que alguns alvos conseguissem escapar antes que as medidas judiciais fossem cumpridas, o que comprometeu parte das ações planejadas pelas autoridades.
Além disso, o Gaeco informou que alguns dos investigados que teriam se beneficiado desse suposto esquema permanecem foragidos. O Ministério Público ainda ressalta que o objetivo desta fase da operação é aprofundar as investigações, identificar todos os envolvidos e reunir novas provas sobre a dinâmica criminosa.
O material apreendido durante a operação será analisado, e novas diligências, assim como oitivas, devem ocorrer nos próximos dias para dar sequência às investigações.
