Itabaiana · segunda-feira · 05 de outubro de 2026
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Dois estudos recentes demonstraram que a combinação de dois medicamentos, administrados antes e após a cirurgia de retirada da bexiga em pacientes com câncer, conseguiu reduzir em aproximadamente 60% o risco de recorrência tumoral, progressão da doença ou morte. Esta nova abordagem foi aprovada pela Anvisa para uso perioperatório em pacientes que não podem receber cisplatina, um quimioterápico, no Brasil.

O câncer de bexiga é o nono tipo mais comum no mundo, com mais de 614 mil novos casos diagnosticados a cada ano. Os dados apresentados nesses estudos podem mudar a forma como a doença é tratada, após duas décadas seguindo o mesmo padrão terapêutico.

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O primeiro estudo focou em pacientes que se submeteram à remoção da bexiga e que eram inelegíveis para a quimioterapia padrão. Os pesquisadores compararam os resultados de pacientes que realizaram apenas a cirurgia com aqueles que receberam a combinação dos medicamentos enfortumabe vedotina (Padcev) e pembrolizumabe. Os resultados mostraram que a combinação reduziu o risco de o câncer retornar em cerca de 60% e, em comparação com a cirurgia isolada, o risco de morte também foi reduzido em aproximadamente 50%.

Após dois anos de acompanhamento, 74,7% dos pacientes tratados com a combinação permaneceram sem sinais de progressão da doença. Além disso, cerca de 57% dos pacientes apresentaram resposta patológica completa, um índice significativamente maior do que os 9% observados entre os que foram tratados apenas com cirurgia.

O segundo estudo analisou 886 pacientes com carcinoma urotelial, a forma mais comum de câncer do trato urinário, que estavam em estágios avançados ou metastáticos e eram aptos à quimioterapia. Os resultados indicaram que a combinação de medicamentos resultou em uma taxa de resposta de 67,5%, em contraste com 44,2% obtidos com a quimioterapia convencional.

A aprovação da combinação de enfortumabe vedotina e pembrolizumabe no Brasil é um avanço significativo. De acordo com Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil, os resultados dos estudos reforçam o potencial dessa combinação em diferentes estágios do câncer urotelial, ampliando as possibilidades de tratamento e impactando os desfechos para os pacientes.

Com a recente aprovação do uso perioperatório da combinação para pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo que não podem receber cisplatina, novas esperanças se abrem para o manejo dessa doença que afeta tantas vidas.

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