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Las Vegas (EUA), 22 de abril de 2026 – O uso de robôs de inteligência artificial para coletar conteúdo jornalístico foi o foco do painel The AI Bot Blocking Strategy: Feed the Bots or Fight Back?, realizado no NAB Show. Executivos de grandes grupos de mídia apresentaram visões distintas sobre como reagir ao chamado “AI scraping”, prática que já provoca quedas de audiência, perda de receita publicitária e aumento de custos operacionais.

Panorama técnico

A abertura ficou a cargo de Keyana Pusey, da National Association of Broadcasters (NAB). Ela explicou que as plataformas de IA avançaram de simples indexadores para sistemas que capturam grandes volumes de texto, áudio, vídeo e imagens a fim de treinar modelos e responder diretamente aos usuários, sem enviar tráfego às fontes originais.

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Pusey listou quatro camadas de defesa usadas contra o scraping: regras no robots.txt; bloqueios em servidor ou firewall por IP e frequência de acesso; softwares de detecção de bots via análise comportamental; e ferramentas de monitoramento que orientam decisões estratégicas. Mesmo combinadas, afirmou, tais medidas funcionam como um “jogo de pega-pega”, pois novos métodos de coleta surgem continuamente.

Visões contrastantes

Jeremy Sinon, da Hubbard Radio, classificou os controles básicos como pouco eficazes. Para ele, o robots.txt é “um pedido que muitos bots ignoram”, enquanto o tráfego automatizado já eleva o consumo de banda e afeta toda a infraestrutura. O executivo reforçou que o problema evoluiu rapidamente e hoje inclui também o uso de podcasts e outros formatos de áudio.

Na Townsquare Media, relatou Sun Sachs, a postura é mais aberta. A empresa permite o acesso dos robôs, mas monitora constantemente e recorre a bloqueios pontuais quando o custo de tráfego sobe demais. Segundo Sachs, barrar totalmente os bots pode reduzir a descoberta de conteúdo por usuários que dependem de ferramentas de IA.

Bill Gaffney, da Gray Media, defendeu proteção rígida. Ele argumentou que o conteúdo local produzido por equipes próprias tem valor econômico claro e que a coleta sem compensação representa “extração de valor”. A companhia, disse, restringe o acesso enquanto negocia modelos de licenciamento ou remuneração.

Pontos de convergência

Apesar das diferenças, os participantes concordaram que não existe solução única. Entre os consensos estão a necessidade de distinguir bons e maus bots, envolver equipes técnicas e jurídicas nas decisões e buscar, no médio prazo, modelos de compensação que preservem a sustentabilidade do jornalismo local.

O debate reforçou que a discussão sobre IA e scraping permanecerá central para radiodifusores e demais produtores de conteúdo, tema que seguirá em pauta dentro e fora do NAB Show.

Fonte: tudoradio.com

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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