Itabaiana · segunda-feira · 28 de setembro de 2026
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Trajes tradicionais chineses do século XX ganham exposição em Los Angeles. A mostra reúne peças únicas costuradas por Susan Mah, americana de origem chinesa radicada na Califórnia.

Uma coleção rara de cheongsams chineses, vestuário tradicional que remonta ao início do século XX, está em exibição no Museu de Arte de Los Angeles (LACMA). A mostra, intitulada “Fashioning Chinese Women: Empire to Modernity” (Moldando Mulheres Chinesas: Do Império à Modernidade), foi inaugurada no último domingo (14) e apresenta mais de 70 peças impressionantes, muitas das quais pertenciam a Susan Mah, uma americana de origem chinesa.

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Susan, que viveu na Califórnia, era conhecida por sua habilidade em costurar e por suas criações únicas. Um dos cheongsams mais notáveis da coleção é feito de um tecido em uma ousada estampa verde-limão com símbolos de inspiração maia, em contraste com os tradicionais motivos chineses. Sua nora, Chere Lai Mah, de 78 anos, compartilhou que Susan desenhou cheongsams híbridos sino-americanos, inspirando-se em ícones de Hollywood como Irene Dunne e Barbara Stanwyck.

“Acho que, se ela tivesse ficado na China… teria que se vestir de forma muito conservadora”, disse Lai Mah. Susan, que era mãe de 12 filhos e trabalhava na contabilidade da loja de discos da família, sempre encontrava tempo para sua paixão pela costura. A coleção não é apenas uma exibição de moda, mas também uma forma de expressão criativa que reflete a vivência e as transformações sociais pelas quais as mulheres passaram ao longo dos anos.

A curadora da exposição, Michaela Hansen, destacou a importância da coleção, que documenta um período de grandes mudanças para as mulheres, especialmente após a queda da dinastia Qing em 1912. Susan, que nasceu na pobreza na província de Guangdong, conseguiu trazer suas roupas quando deixou Hong Kong em 1938, durante a invasão japonesa. Isso torna sua coleção ainda mais especial e rara.

“Normalmente, os museus exibem trajes da corte ou moda ocidental inspirada no design chinês, mas essa coleção preenche uma lacuna importante na história da moda”, acrescentou Hansen. A coleção de Susan, excepcionalmente bem conservada, é um testemunho de sua identidade cultural e de sua adaptação à vida nos Estados Unidos.

Lai Mah, que se tornou responsável pelo guarda-roupa de Susan após sua morte, recorda o primeiro cheongsam que recebeu da sogra em 1971. O vínculo entre as duas, repleto de amor e criatividade, é refletido nas peças que agora estão em exibição, mostrando uma evolução de estilo que vai da juventude à matriarca confiante que Susan se tornou.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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