Itabaiana · segunda-feira · 28 de setembro de 2026
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O MPDFT abriu inquérito civil para apurar contratos publicitários de Neymar e Virgínia com a Blaze. Promotoria investiga possível prática abusiva contra consumidores de apostas esportivas.

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) abriu um inquérito civil para solicitar a apresentação dos contratos de publicidade firmados pelo jogador Neymar Jr e pela influenciadora Virgínia Fonseca com a empresa de apostas esportivas Blaze, devido a uma suposta prática abusiva.

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De acordo com o analista de Segurança Pública Elijonas Maia, o inquérito civil aborda questões relacionadas ao consumidor e à interação com apostas esportivas. O promotor Paulo Binicheski exige a apresentação completa dos contratos de publicidade celebrados entre os influenciadores e a empresa, com especial atenção às diretrizes de marketing, especialmente a cláusula que menciona o termo “renda extra”.

“Segundo o Ministério Público, a denúncia que chegou até eles e que eles estão apurando é que Virgínia e Neymar, craque da seleção brasileira, são pagos com parte do dinheiro da perda dos apostadores”, explicou Elijonas ao Live CNN.

Virgínia conta com mais de 50 milhões de seguidores no Instagram, enquanto Neymar ultrapassa 230 milhões de seguidores na mesma plataforma, sendo ambos figuras proeminentes da Blaze no Brasil.

Elijonas ressaltou que, neste momento, nem Neymar nem Virgínia estão sendo investigados diretamente no inquérito. A investigação foca na própria Blaze, que é considerada uma das maiores e mais reconhecidas plataformas de apostas esportivas que atuam no país.

O inquérito também aponta indícios de publicidade enganosa nas estratégias de captação de clientes da plataforma, particularmente através das redes sociais. Além de solicitar os contratos dos influenciadores, o Ministério Público pediu uma descrição detalhada dos procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários, incluindo critérios objetivos utilizados, fluxos internos de análise e mecanismos de comunicação ao consumidor.

O MPDFT estimou que a Blaze teria faturado cerca de R$ 600 milhões apenas em 2025. Com base nesse valor, há a possibilidade de que a investigação leve a uma condenação por dano moral coletivo de até R$ 120 milhões. Até o presente momento, a empresa não se manifestou após ser contatada.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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